EPÍSTOLA AOS EFÉSIOS


Propósito

O propósito principal da Epístola aos Efésios é revelar o mistério da igreja como corpo de Cristo, unindo judeus e gentios em uma nova humanidade pela graça, e exortar os crentes a uma vida digna dessa vocação, com ênfase na unidade, santidade e luta espiritual. Paulo visa edificar a igreja, destacando as riquezas espirituais em Cristo e aplicando-as à conduta diária, combatendo divisões étnicas e promovendo maturidade. Expandindo com fontes, Champlin enfatiza a apresentação do plano eterno de Deus para a igreja como organismo vivo, enquanto a Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal CPAD aplica à transformação pessoal, alertando contra mundanismo e promovendo relacionamentos familiares. A Bíblia de Estudo de Genebra destaca o contraste entre posição celestial e vida terrena, e Dakes reforça o chamado à armadura espiritual contra forças malignas para vitória.

Data

A epístola foi escrita por volta de 60-62 d.C., durante a primeira prisão de Paulo em Roma (At 28:16-31). Essa data é corroborada por referências às prisões de Paulo (Ef 3:1; 4:1; 6:20) e paralelos com Colossenses e Filemom, enviadas na mesma época por Tíquico (Ef 6:21). Fontes como a Bíblia de Estudo de Genebra e GotQuestions.org confirmam 61 d.C., alinhando com o reinado de Nero, enquanto Champlin sugere 60-62 d.C., considerando o contexto de cartas do cativeiro. A Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal CPAD e Dakes apoiam 62 d.C., pós-fundação da igreja em Éfeso (At 19, cerca de 52-55 d.C.). Perspectivas acadêmicas variam ligeiramente para 58-63 d.C., mas o consenso é o período romano de Paulo.

Autor

O autor é o apóstolo Paulo, conforme declarado em Ef 1:1 e 3:1, com tradição unânime da Igreja Primitiva (Ireneu, Clemente) confirmando. Paulo, fundador da igreja em Éfeso durante sua terceira viagem (At 19), escreve como prisioneiro, revelando mistérios divinos. Champlin analisa o estilo paulino teológico e doxológico, enquanto a Bíblia de Estudo de Genebra rejeita debates sobre pseudepigrafia (devido a diferenças com Colossenses), enfatizando autenticidade. A Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal CPAD e Dakes destacam Paulo como revelador do mistério da igreja, com linguagem poética e orante.

Tema

O tema central é as riquezas espirituais em Cristo e a unidade da igreja como corpo de Cristo, com judeus e gentios como co-herdeiros. Paulo enfatiza eleição eterna, redenção, selo do Espírito, nova criação e armadura espiritual para vida vitoriosa. Champlin destaca a glória da igreja como noiva de Cristo e plano divino, enquanto a Bíblia de Estudo de Genebra vê Efésios como hino à soberania de Deus na salvação. A Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal CPAD aplica à conduta ética, e Dakes reforça temas de adoção e herança pela fé.

Destinatário

A carta é dirigida aos santos em Éfeso (Ef 1:1), uma igreja mista de judeus e gentios na Ásia Menor, fundada por Paulo (At 19). Algumas teorias sugerem circulação geral devido a manuscritos sem "em Éfeso". Champlin discute como carta encíclica, enquanto a Bíblia de Estudo de Genebra enfatiza crentes gentios enfrentando paganismo em Éfeso. CPAD e Dakes: Comunidade urbana influenciada por templo de Ártemis, necessitando unidade.

Versículos-chave

  • Ef 1:3: Bênçãos espirituais em Cristo.
  • Ef 2:8-9: Salvação pela graça mediante fé.
  • Ef 2:10: Criados para boas obras.
  • Ef 3:20-21: Poder que opera em nós.
  • Ef 4:1: Andai dignos da vocação.
  • Ef 4:15: Crescer em Cristo.
  • Ef 5:18: Enchei-vos do Espírito.
  • Ef 6:10-18: Armadura de Deus.

Pessoa Chave

Paulo (autor e prisioneiro), Cristo (cabeça da igreja), Espírito Santo (selo), Tíquico (mensageiro), Deus Pai (eleitor), Abraão (herança).

Lugares-chave

Éfeso (igreja destinatária), Roma (prisão de Paulo), Ásia Menor (contexto missionário), céus (posição espiritual).

Estatísticas

O 49° livro da Bíblia, conhecido como Sofonias, é um texto rico e profundo que possui 6 capítulos e um total de 155 versículos. Este livro, embora breve, apresenta uma mensagem poderosa e significativa, abordando tanto a questão do juízo de Deus quanto a esperança de restauração para Seu povo.

Dentre seus 155 versículos, destaca-se uma pergunta que provoca reflexão e autocrítica: "Onde está a justiça de Deus?" Essa indagação invita o leitor a considerar as realidades da vida, a situação espiritual daquele tempo e a promessa de Deus de ainda trazer justiça e redenção.

Além disso, o livro contém 146 versículos que narram a história e os eventos relacionados tanto ao povo de Judá como às nações vizinhas. A narrativa é envolvente e inspira um entendimento mais profundo sobre o comportamento humano e a resposta divina.

Sofonias também se destaca por apresentar 1 versículo que se cumpre profeticamente, mostrando a fidelidade de Deus em cumprir Suas promessas. No entanto, esse livro também é um registro de 8 versículos que contêm profecias não cumpridas, levando os leitores a refletirem sobre o tempo de Deus e a natureza das promessas que ainda estão à frente.

Em suma, o 49° livro da Bíblia serve como um lembrete da soberania de Deus e da importância de estarmos atentos tanto aos Seus juízos quanto às Suas promessas, desafiando-nos a viver com fé e esperança em meio às incertezas da vida.

Estrutura

  • Saudação e bênçãos (1:1-23).
  • Salvação pela graça (2:1-22).
  • Mistério da igreja (3:1-21).
  • Unidade e dons (4:1-16).
  • Vida nova (4:17-5:21).
  • Relacionamentos (5:22-6:9).
  • Armadura espiritual e conclusão (6:10-24). Champlin divide em doutrina (1-3) e prática (4-6), Genebra vê progressão de posição a conduta, CPAD e Dakes enfatizam doxologias (1:3-14, 3:14-21).

EPÍSTOLA AOS GÁLATAS

Propósito

O propósito principal da Epístola aos Gálatas é defender o apostolado de Paulo e o evangelho da graça contra falsos mestres judaizantes que exigiam que os gentios convertidos observassem a lei mosaica, incluindo circuncisão, para salvação, levando os gálatas a abandonarem a liberdade em Cristo. Paulo visa reconduzi-los à justificação pela fé, combatendo o legalismo e promovendo a unidade na graça. Expandindo com fontes, Champlin enfatiza a defesa da autoridade divina de Paulo, independente dos apóstolos de Jerusalém, para preservar a pureza do evangelho contra sincretismo, enquanto a Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal CPAD aplica isso à vida cotidiana, alertando contra jugos desiguais e promovendo liberdade espiritual sem licença para pecar. A Bíblia de Estudo de Genebra destaca o confronto com o legalismo judaico para afirmar a suficiência da fé em Cristo, e a Bíblia de Estudo Dakes reforça o chamado à separação de falsos ensinos, ilustrando a transição da lei para a graça como herança de Abraão.

Data

A epístola foi escrita por volta de 48-49 d.C. (teoria sul-galática, pós-primeira viagem missionária) ou 53-55 d.C. (teoria norte-galática, durante a terceira viagem). Fontes como a Bíblia de Estudo de Genebra e GotQuestions.org favorecem 49 d.C., alinhando com o Concílio de Jerusalém (At 15), enquanto Champlin sugere 49 d.C. como a mais antiga epístola paulina, escrita de Antioquia ou Éfeso. A Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal CPAD e Dakes apoiam 48-49 d.C., considerando o contexto urgente contra judaizantes pós-viagem de Paulo à Galácia (At 13-14). Perspectivas acadêmicas variam, mas o consenso é o início dos anos 50 d.C., antes de Romanos.

Autor

O autor é o apóstolo Paulo, conforme declarado em Gl 1:1, com co-remetentes como irmãos da igreja (Gl 1:2). Paulo, convertido em At 9, defende sua chamada divina independente de homens. Todas as fontes confirmam Paulo: Champlin analisa seu estilo polêmico e autobiográfico (Gl 1:11-2:14), a Bíblia de Estudo de Genebra destaca sua autoridade contra judaizantes, a Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal CPAD enfatiza sua experiência missionária na Galácia (At 13-14), e Dakes reforça sua inspiração divina para combater heresias.

Tema

O tema central é a justificação pela fé em Cristo, não pelas obras da lei, promovendo liberdade cristã contra legalismo. Paulo contrasta escravidão da lei com herança pela graça, usando Abraão como exemplo. Champlin destaca soberania de Deus na salvação e fruto do Espírito vs. obras da carne, enquanto a Bíblia de Estudo de Genebra enfatiza superioridade da nova aliança. A Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal CPAD aplica à luta contra legalismo moderno, e Dakes reforça adoção como filhos pela fé.

Destinatário

Igrejas na Galácia (província romana na Ásia Menor), provavelmente sul-galáticas (Pisídia, Licaônia – At 13-14), compostas por gentios convertidos influenciados por judaizantes. Champlin discute debate norte vs. sul, favorecendo sul para destinatários diretos de Paulo. Bíblia de Estudo de Genebra: Cristãos judeus e gentios voltando ao legalismo. CPAD e Dakes: Comunidades fundadas por Paulo, necessitando correção urgente.

Versículos-chave

Pessoa Chave

Paulo (autor e defensor), judaizantes (falsos mestres), Pedro/Cefas (confronto em Antioquia), Tiago, Abraão (exemplo de fé), Barnabé, Moisés (contraste com lei).

Lugares-chave

Galácia (região central da Ásia Menor), Antioquia (confronto com Pedro), Jerusalém (visitas de Paulo), Tarso (origem de Paulo), Arábia (revelação), Damasco (conversão).

Estatísticas

O 48° livro da Bíblia é uma obra rica em significado e estrutura, composta por 6 capítulos que totalizam 149 versículos. Destes versículos, 144 são narrativas históricas que nos proporcionam uma visão profunda dos eventos e ensinamentos daquele período. Além disso, o livro apresenta 4 profecias que ainda aguardam cumprimento, evidenciando a expectativa e a esperança presentes nas tradições religiosas. Por outro lado, há também 1 profecia que já se cumpriu, servindo como um testemunho do ato divino na história. Ao longo dos capítulos, surgem 19 perguntas que desafiam os leitores a refletirem sobre temas profundos e a buscarem respostas significativas para suas vidas e crenças. Cada elemento deste livro não apenas conta uma história, mas também convida à introspecção e à busca por compreensões mais elevadas.

Estrutura

  • Saudação e assombro pelo abandono do evangelho (1:1-10).
  • Defesa do apostolado de Paulo (1:11-2:21).
  • Justificação pela fé (3:1-4:31).
  • Liberdade cristã e vida no Espírito (5:1-6:10).
  • Conclusão e bênção (6:11-18). Champlin divide em autobiografia, doutrina e aplicação, enquanto Genebra vê progressão de defesa para exortação ética. CPAD e Dakes enfatizam contraste lei-graça em capítulos 3-4.

SEGUNDA EPÍSTOLA AOS CORÍNTIOS

 

Propósito

O propósito principal da Segunda Epístola aos Coríntios é defender o apostolado de Paulo contra falsos apóstolos que questionavam sua autoridade, integridade e motivações, enquanto expressa alegria pelo arrependimento da igreja após a primeira carta. Paulo aborda aflições pessoais, promove a reconciliação, exorta ao perdão de um membro disciplinado (incestuoso da primeira epístola), incentiva a coleta de ofertas para os pobres da Judeia e enfatiza o consolo divino em meio ao sofrimento. A carta visa reconquistar a lealdade dos coríntios ao evangelho genuíno, confrontando aceitação de falsos mestres e promovendo unidade, pureza e generosidade. Expandindo com fontes, a Bíblia de Estudo Genebra destaca o foco em transformar sofrimento em júbilo e fraqueza em força, enquanto Champlin, em seu comentário, enfatiza a defesa do ministério da reconciliação e a superioridade da nova aliança, purificando a igreja de hipocrisia e mundanismo. A Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal CPAD aplica isso à vida prática, promovendo exame próprio e obediência, e a Bíblia de Estudo Dakes reforça o chamado à separação de jugos desiguais com incrédulos para santidade.

Data

A epístola foi escrita por volta de 55-56 d.C., durante a terceira viagem missionária de Paulo, na Macedônia (2 Co 2:13; 7:5; 9:2), após uma visita dolorosa a Corinto e o relatório otimista de Tito. Essa data segue a Primeira Epístola aos Coríntios (escrita em Éfeso) e precede Romanos, alinhando-se com Atos 20:1-3. Fontes como a Bíblia de Estudo Dakes e GotQuestions.org confirmam 56 d.C., enquanto Champlin sugere o final de 55 d.C., considerando o inverno de 56/57 em Corinto para supervisão da coleta. A Bíblia de Estudo Genebra enfatiza o contexto pós-perseguições sob Cláudio, e perspectivas acadêmicas variam ligeiramente para 55-57 d.C., baseado em referências à oferta para Jerusalém (Rm 15:25-27).

Autor

O autor é o apóstolo Paulo, com Timóteo como co-remetente (2 Co 1:1). Paulo, convertido no caminho para Damasco (At 9), apresenta-se como apóstolo pela vontade de Deus, ministro da nova aliança e reconciliação. A tradição patrística (Ireneu, Clemente de Alexandria) e evidências internas confirmam sua autoria, tornando esta a epístola mais pessoal e autobiográfica. Champlin, em seu comentário, destaca Paulo como pai espiritual da igreja (1 Co 4:15), revelando lutas e visões, enquanto a Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal CPAD enfatiza sua autoridade para confrontar falsos obreiros. A Bíblia de Estudo Genebra rejeita pseudepigrafia, citando estilo paulino dialético e teológico.

Tema

O tema principal é o triunfo de um homem de Deus em dificuldades, com consolo divino transformando sofrimento em júbilo, fraqueza em força e derrota em vitória. Paulo defende seu apostolado, enfatiza a superioridade da nova aliança (escrita no coração pelo Espírito), o ministério da reconciliação e a graça suficiente (2 Co 12:9). Expandindo, Champlin destaca paradoxos da vida cristã (2 Co 6:8-10) e a glória de Cristo na fraqueza, enquanto a Bíblia de Estudo Genebra vê a epístola como culminação das interações de Paulo com Corinto, promovendo generosidade e unidade. A Bíblia de Estudo Dakes reforça temas de reconciliação (2 Co 5:18-21) e exame próprio (2 Co 13:5), contrastando evangelho genuíno com adulterado.

Destinatário

A carta é dirigida à igreja de Deus em Corinto e a todos os santos na Acaia (2 Co 1:1), uma comunidade mista de judeus e gentios, influenciada pela imoralidade portuária de Corinto. Enfrentavam divisões, aceitação de falsos apóstolos e necessidade de arrependimento. Champlin descreve-os como problemáticos, necessitando de exortação à pureza, enquanto a Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal CPAD enfatiza sua diversidade social e cultural na Grécia sul.

Versículos-chave

  • 2 Co 1:3-4: Deus de toda consolação.
  • 2 Co 5:17-21: Nova criatura e reconciliação.
  • 2 Co 6:14-7:1: Não jugo desigual.
  • 2 Co 8:9: Cristo se fez pobre.
  • 2 Co 12:9-10: Graça basta na fraqueza.
  • 2 Co 13:5: Examinai-vos.

Pessoa Chave

Paulo (autor e defensor), Tito (mensageiro), Timóteo (co-remetente), falsos apóstolos (opositores), Moisés (contraste), Cristo (central), crentes macedônios (exemplos).

Lugares-chave

Corinto (igreja principal), Macedônia (redação), Trôade (espera por Tito), Éfeso (aflições), Ásia (tribulações), Damasco (conversão), Judéia (oferta).

Estatísticas

O 47° livro da Bíblia possui 13 capítulos e um total de 257 versículos, abordando diversas temáticas religiosas e históricas. Neste livro, encontramos 29 perguntas que muitas vezes provocam reflexões profundas sobre a fé e a vida. Além disso, há 4 profecias do Antigo Testamento, que ilustram o cumprimento das promessas divinas ao longo da história. O texto se expande com 4 novas profecias, evidenciando a continuidade da revelação. Dos 257 versículos, 249 versículos narram histórias que enriquecem o entendimento e a espiritualidade dos leitores. Adicionalmente, estão presentes 4 versículos que abordam profecias não cumpridas e 4 que falam sobre profecias já cumpridas, ressaltando o papel das promessas divinas na narrativa bíblica.

Estrutura

  • Mudança de planos e consolo (1-2).
  • Ministério glorioso da nova aliança (3-7).
  • Coleta para Judéia (8-9).
  • Defesa contra falsos apóstolos (10-13). Champlin divide em defesa apostólica, reconciliação e generosidade, enquanto a Bíblia de Estudo Genebra vê progressão de consolo para exortação.

PRIMEIRA EPÍSTOLA AOS CORÍNTIOS


Propósito

O propósito principal da Primeira Epístola aos Coríntios é corrigir problemas graves na igreja de Corinto, promovendo a unidade, a santidade e a maturidade espiritual. Paulo aborda divisões internas causadas por lealdades a líderes humanos (como Paulo, Apolo e Cefas), imoralidade sexual (incluindo incesto tolerado), disputas judiciais entre irmãos, questões sobre casamento e celibato, consumo de alimentos oferecidos a ídolos, desordem no culto (como o uso de véus, a Ceia do Senhor e o abuso de dons espirituais), e dúvidas sobre a ressurreição dos mortos. A carta visa instruir os crentes a viverem de forma digna do evangelho, aplicando a sabedoria de Deus em contraste com a do mundo, e enfatiza o amor como o maior dom. Expandindo com fontes adicionais, como a Bíblia de Estudo Genebra, o propósito inclui combater o orgulho intelectual e o sincretismo cultural em uma cidade cosmopolita como Corinto, enquanto Champlin destaca a ênfase em resolver conflitos práticos para edificar a igreja primitiva. A Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal CPAD reforça que Paulo busca aplicar princípios espirituais à vida cotidiana, promovendo a transformação pessoal e comunitária.

Data

A epístola foi escrita por volta de 55 d.C., durante a terceira viagem missionária de Paulo, enquanto ele estava em Éfeso (1 Co 16:8). Essa data é corroborada por referências internas, como a menção à Páscoa (1 Co 5:7-8) e à coleta para os santos em Jerusalém (1 Co 16:1-4), que se alinham com eventos em Atos 19-20. Fontes como a Bíblia de Estudo Dakes e GotQuestions.org confirmam essa cronologia, situando-a após a fundação da igreja em Corinto (cerca de 50-51 d.C.) e antes da Segunda Epístola aos Coríntios (56 d.C.). Champlin, em seu comentário, sugere uma data precisa de 54-55 d.C., considerando o contexto histórico do Império Romano sob Cláudio, enquanto a Bíblia de Estudo Genebra enfatiza o período de perseguições iniciais aos cristãos.

Autor

O autor é o apóstolo Paulo, com menção a Sóstenes como coautor ou colaborador (1 Co 1:1), possivelmente um escriba ou líder convertido (At 18:17). Paulo, fundador da igreja em Corinto durante sua segunda viagem missionária (At 18), escreve com autoridade apostólica para corrigir erros reportados por membros da casa de Cloe (1 Co 1:11) e responder a uma carta da igreja (1 Co 7:1). A Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal CPAD e Dakes confirmam Paulo como autor principal, destacando seu estilo retórico e teológico. Champlin analisa o vocabulário paulino único, enquanto a Bíblia de Estudo Genebra reforça a autenticidade baseada em tradições patrísticas antigas, rejeitando teorias de pseudepigrafia.

Tema

O tema central é a unidade em Cristo em meio à diversidade e aos conflitos, contrastando a sabedoria divina com a humana. Paulo enfatiza a cruz como poder de Deus (1 Co 1:18-25), a santificação do corpo como templo do Espírito (1 Co 3:16; 6:19), o uso correto dos dons espirituais guiados pelo amor (1 Co 12-14) e a esperança da ressurreição (1 Co 15). Expandindo, Champlin destaca temas como a imoralidade e a disciplina eclesial, enquanto a Bíblia de Estudo Genebra vê a epístola como um chamado à maturidade espiritual contra o mundanismo de Corinto. A Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal CPAD aplica isso à vida prática, promovendo amor ágape (1 Co 13) como antídoto ao egoísmo.

Destinatário

A epístola é dirigida à igreja em Corinto, uma comunidade mista de judeus e gentios convertidos, de diversas classes sociais (predominantemente desfavorecidos, mas com alguns ricos – 1 Co 1:26). Fundada por Paulo em 50-51 d.C. (At 18), a igreja enfrentava influências pagãs da cidade portuária cosmopolita. Fontes como a Bíblia de Estudo Dakes e Wikipedia destacam o contexto de uma congregação imatura, dividida e influenciada pela cultura helenística.

Versículos-chave

  • 1 Co 1:10: Apelo à unidade.
  • 1 Co 3:16: O corpo como templo do Espírito.
  • 1 Co 6:19-20: Comprados por preço, glorifiquem a Deus.
  • 1 Co 13:1-13: Hino ao amor.
  • 1 Co 15:1-4: O evangelho essencial.
  • 1 Co 15:58: Sede firmes e abundantes na obra do Senhor.

Pessoa Chave

Paulo (autor e fundador), Apolo e Cefas (líderes citados em divisões), Sóstenes (coautor), membros da casa de Cloe (informantes), Estéfanas, Fortunato e Acaico (visitantes).

Lugares-chave

Corinto (destino, cidade grega portuária), Éfeso (local de redação), Cencreia (origem de Febe).

Estatísticas

O 46° livro da Bíblia é caracterizado por sua estrutura composta por 16 capítulos que totalizam 437 versículos. Ele se destaca por apresentar 113 perguntas que instigam a reflexão, além de contar com cinco profecias oriundas do Antigo Testamento e 13 novas profecias que enriquecem a narrativa. Dentro de sua vasta quantidade de versículos, 377 são dedicados a histórias que narram eventos significativos, enquanto 55 versículos abordam profecias que ainda permanecem não cumpridas. Por outro lado, há cinco versículos que falam sobre profecias que já foram cumpridas, evidenciando a conexão e a continuidade das mensagens divinas ao longo dos tempos.

Estrutura

  • Introdução e saudação (1:1-9).
  • Divisões e sabedoria (1:10-4:21).
  • Imoralidade e disciplina (5-6).
  • Casamento e celibato (7).
  • Alimentos oferecidos a ídolos (8-10).
  • Ordem no culto (11-14).
  • Ressurreição (15).
  • Conclusão e saudações (16). Champlin divide em seções como véus (11:2-16), Ceia (11:17-34) e dons (12-14), enquanto a Bíblia de Estudo Genebra vê uma progressão de correção doutrinária para prática.

LIVRO DE ROMANOS

 

O Livro de Romanos é a epístola mais longa e teológica do Novo Testamento, considerada por muitos como o tratado doutrinário mais completo da Bíblia. Escrito pelo apóstolo Paulo, ele apresenta uma exposição sistemática da doutrina cristã, enfatizando a justificação pela fé, a graça de Deus e a transformação ética do crente. Como o 45º livro da Bíblia, Romanos serve como uma ponte entre o evangelho e as implicações práticas da salvação, influenciando teólogos ao longo da história, como Agostinho, Lutero e Wesley. Integrando a tradição da Bíblia Dakes com perspectivas de comentários como Champlin, Beacon e Henry, esta introdução expande o conteúdo para oferecer uma visão ampla, incorporando análises históricas, teológicas e contextuais de fontes adicionais.

Propósito

O propósito principal de Romanos é apresentar a doutrina da salvação pela fé em Jesus Cristo, explicando que todos os humanos — judeus e gentios — são pecadores e precisam da graça de Deus para a justificação. Paulo visa preparar os cristãos romanos para sua visita, defendendo sua autoridade apostólica e combatendo heresias como o legalismo judaico. Segundo a Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal, o livro sintetiza a mensagem de Paulo, destacando a justiça de Deus revelada no evangelho (Rm 1:16-17). Champlin enfatiza que Romanos é uma teologia sistemática, abordando o pecado universal, a expiação e a santificação, com aplicações éticas para a vida cotidiana. No Beacon, o propósito é revelar a adequação da vontade de Deus para a humanidade, comunicando o conhecimento da Palavra para iluminar a igreja primitiva. Expandindo com Henry, o livro orienta os cristãos em Roma sobre a doutrina da graça contra o pecado, promovendo unidade entre judeus e gentios na igreja. Fontes como o Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal veem Romanos como uma explicação clara de versículos, respondendo a questões comuns e mostrando conexões bíblicas para aplicação pessoal.

Data e Local

A data tradicional é por volta de 57-58 d.C., durante a terceira viagem missionária de Paulo, provavelmente escrita em Corinto, na Grécia, enquanto ele se preparava para ir a Jerusalém (Rm 15:25-26). A Bíblia Dakes e a Genebra apoiam essa datação, com Paulo usando Tércio como escriba (Rm 16:22). Champlin sugere 56-57 d.C., baseado em referências a eventos como a coleta para os pobres em Jerusalém. Estudos modernos, como na Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal, confirmam o local em Corinto, durante a estada com Gaio (Rm 16:23; 1 Co 1:14). Henry e Beacon concordam, notando que a ausência de referências à perseguição neroniana (64 d.C.) apoia uma data anterior.

Autor

O autor é o apóstolo Paulo (Rm 1:1), um fariseu convertido (At 9), que escreveu com a ajuda de Tércio. A Bíblia Dakes e Genebra confirmam sua autoria, destacando sua formação rabínica e cidadania romana. Champlin descreve Paulo como teólogo sistemático, influenciado por sua visão de Cristo. No Beacon, Paulo é visto como o principal propagador do evangelho aos gentios. Henry enfatiza sua transformação de perseguidor a apóstolo, com Romanos refletindo sua maturidade teológica.

Tema

O tema central é a justiça de Deus revelada no evangelho, abrangendo o pecado universal (Rm 1-3), justificação pela fé (Rm 4-5), santificação (Rm 6-8) e soberania divina (Rm 9-11), com aplicações práticas (Rm 12-16). A Bíblia Dakes destaca Romanos como o livro que mais menciona o Antigo Testamento. Champlin vê como teologia da salvação, combatendo legalismo. A Aplicação Pessoal enfatiza a graça sobre a lei, com conexões bíblicas. Beacon e Henry destacam a expiação e a vida transformada pelo Espírito.

Destinatário

Destinado aos cristãos em Roma, uma igreja mista de judeus e gentios, possivelmente fundada por convertidos do Pentecostes (At 2:10). Paulo escreve para uni-los e prepará-los para sua visita. A Genebra e Aplicação Pessoal notam o contexto de uma capital imperial com tensões étnicas. Champlin menciona a influência de Priscila e Áquila (Rm 16:3).

Versículos-chave

  • Rm 1:16-17: O evangelho como poder de Deus para salvação.
  • Rm 3:23: Todos pecaram.
  • Rm 5:8: Cristo morreu por nós pecadores.
  • Rm 6:23: Salário do pecado é a morte, dom de Deus é a vida eterna.
  • Rm 8:28: Todas as coisas cooperam para o bem.
  • Rm 12:1-2: Sacrifício vivo e transformação pela renovação da mente. Esses versos, destacados na Dakes e Henry, resumem a doutrina central.

Pessoas Chave

  • Paulo: Autor e apóstolo.
  • Tércio: Escriba.
  • Febe: Portadora da carta (Rm 16:1-2).
  • Priscila e Áquila: Colaboradores.
  • Gaio: Anfitrião. Henry e Beacon enfatizam Paulo como figura central, com menções a 27 indivíduos em Rm 16.

Lugares-chave

  • Roma: Destino principal.
  • Corinto: Local de redação.
  • Jerusalém: Referência à coleta (Rm 15:25).
  • Espanha: Plano futuro (Rm 15:24). Champlin e Genebra destacam o contexto imperial romano.

Estatísticas

O livro de Romanos, o 45º da Bíblia, é uma obra rica e complexa que consiste em 16 capítulos e 433 versículos. Uma das suas características marcantes é a inclusão de 87 perguntas, que estimulam a reflexão e a introspecção do leitor. Além disso, o livro se destaca por mencionar o Antigo Testamento (AT) em 19 profecias, sendo este o livro que mais faz referências ao AT dentro do Novo Testamento.

Romanos, também apresenta novas profecias, junto com uma extensa narrativa histórica, contabilizando 388 versículos dedicados à descrição de eventos e ensinamentos fundamentais. O livro trata, ainda, de 29 versículos que abordam profecias que se cumpriram, além de 16 que falam sobre profecias que ainda não se concretizaram, revelando assim a continuidade da mensagem divina por meio das gerações.

Com aproximadamente 9.500 palavras, Romanos é uma exposição teológica que não apenas instrui, mas também desafia os leitores a compreenderem sua fé. Em particular, a seção de Romanos 7:7-25 é frequentemente citada como uma porção-chave do texto, onde Paulo discute a luta interna contra o pecado, oferecendo uma visão profunda da condição humana e da necessidade da graça divina. Essa batalha interna que todos enfrentamos faz de Romanos um livro extremamente relevante e prático para aqueles que buscam compreender melhor sua própria jornada espiritual.

Estrutura

  • Introdução (Rm 1:1-17): Saudação e tema do evangelho.
  • Pecado universal (Rm 1:18-3:20).
  • Justificação pela fé (Rm 3:21-5:21).
  • Santificação (Rm 6-8).
  • Israel na salvação (Rm 9-11).
  • Aplicações práticas (Rm 12-15).
  • Conclusão (Rm 16). Estrutura dividida em doutrinária (1-11) e prática (12-16), como em Beacon e Henry.

LIVRO DOS ATOS DOS APÓSTOLOS

 

É o quinto livro do Novo Testamento e o único livro histórico dessa seção da Bíblia, com 28 capítulos. Ele serve como ponte entre os evangelhos (que narram a vida, morte e ressurreição de Jesus) e as epístolas (que tratam da doutrina e da vida da igreja), registrando o nascimento da igreja cristã primitiva, o derramamento do Espírito Santo no Pentecostes e a expansão do evangelho de Jerusalém até Roma. Atos enfatiza a ação soberana do Espírito Santo como protagonista, guiando os apóstolos (especialmente Pedro e Paulo) em milagres, pregações, conversões e resoluções teológicas, como a inclusão dos gentios sem obrigatoriedade da lei mosaica (Concílio de Jerusalém, At 15). A obra lucana (Lucas-Atos) abrange cerca de 30 anos (33-63/65 d.C.), mostrando o cumprimento da comissão de Jesus em At 1:8 ("sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra"). Integrando a tradição da Bíblia Dakes com análises de comentários como Champlin, Beacon, Henry e perspectivas acadêmicas modernas, esta introdução oferece uma visão ampla, destacando seu caráter histórico, teológico e missionário.

Propósito

O propósito é continuar a narrativa iniciada no Evangelho de Lucas (At 1:1), relatando como Jesus continuou a agir e ensinar por meio do Espírito Santo na igreja primitiva, confirmando o evangelho com sinais, milagres e expansão global. Lucas visa fortalecer a fé, fornecer defesa apologética contra acusações judaicas e romanas, e mostrar a unidade da igreja apesar de perseguições. A Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal destaca o foco no poder do Espírito para testemunho eficaz. Champlin enfatiza a confirmação da Palavra de Deus e o modelo da igreja primitiva. Beacon e Henry veem como história da salvação universal, com ênfase na transição do judaísmo para o cristianismo inclusivo.

Data e Local

Cerca de 63 d.C., com local desconhecido (possivelmente Roma, durante a prisão de Paulo). A erudição moderna (Champlin, Beacon, Bruce) varia entre 60-70 d.C. (antes da destruição do Templo) e 80-90 d.C. (pós-70 d.C., com alusões históricas). A Bíblia de Estudo de Genebra e Henry apoiam uma data anterior. O local provável é Roma ou Antioquia, em contexto de expansão romana.

Autor

Lucas, o "médico amado" (Cl 4:14), companheiro de Paulo (seções "nós" em At 16:10-17; 20:5-15; 21:1-18; 27:1-28:16). Gentio convertido, historiador culto, usou 400 palavras exclusivas (muitas médicas, como descrições precisas de doenças em At 3:7; 28:8). A tradição patrística (Ireneu, Tertuliano) confirma a autoria. Champlin e Beacon aceitam Lucas; estudos modernos (Brown e Coenen) veem um cristão gentio educado compilando fontes. Henry destaca sua precisão e vocabulário técnico.

Tema

Os atos do Espírito Santo na confirmação da Palavra, expansão do cristianismo e ministério de Paulo aos gentios, expandindo Mc 16:20. Ênfase na capacitação da igreja, visão do reino milenar, inclusão de gentios e resolução da controvérsia sobre a lei mosaica (abolida na nova aliança). Champlin destaca poder divino sem força humana; Beacon vê teologia da missão; Henry enfatiza unidade e testemunho.

Destinatário

Comunidades cristãs mistas, dedicadas a Teófilo ("amigo de Deus"), para confirmar a fé e encorajar em perseguições. Champlin e Genebra notam foco em gentios, com apologia para cristãos no Império Romano.

Versículos-chave

  • At 1:8: Comissão missionária.
  • At 2:38-39: Arrependimento e batismo.
  • At 4:12: Salvação só em Jesus.
  • At 9:15: Chamado de Paulo.
  • At 15:11: Salvação pela graça. Destacados na Dakes e Henry.

Pessoas chave

  • Espírito Santo: Protagonista.
  • Pedro: Líder inicial (caps. 1-12).
  • Paulo: Apóstolo aos gentios (caps. 13-28).
  • Estêvão, Filipe, Barnabé. Henry e Beacon destacam transição de Pedro para Paulo.

Lugares-chave

  • Jerusalém: Nascimento da igreja.
  • Samaria, Antioquia: Expansão.
  • Chipre, Ásia Menor, Grécia: Viagens de Paulo.
  • Roma: Culminação. Champlin enfatiza geografia progressiva.

Estatísticas

44º livro da Bíblia, destaca-se por sua rica estrutura e conteúdo. Com 28 capítulos e um total de 1.007 versículos, Lucas apresenta uma narrativa detalhada e distinta sobre a vida de Jesus. O texto é repleto de perguntas e profecias, totalizando 75 perguntas e 41 profecias, sendo 21 do Antigo Testamento e 20 novas. Isso demonstra não apenas a continuidade da mensagem bíblica, mas também a relevância das promessas divinas.

Além disso, Lucas é notável por sua habilidade linguística, incluindo 400 palavras que não aparecem nas obras de outros escritores da Bíblia. Muitas dessas palavras são de caráter médico, o que reflete o background profissional do autor e oferece descrições detalhadas de condições de saúde, como paralisia e febre, o que enriquece a compreensão dos milagres e curas realizados por Jesus.

 

Com aproximadamente 24.250 palavras no grego original, o Evangelho de Lucas não apenas narra a história da vida de Cristo, mas também fundamenta essa narrativa em análises robustas, incluindo versículos que tratam de profecias cumpridas (49 versículos) e aquelas que ainda não se concretizaram (14 versículos). Essa estrutura torna Lucas uma obra essencial para o estudo teológico e para a análise da vida cristã.

Estrutura

  • Introdução e Pentecostes (1-2): Ascensão, eleição de Matias, derramamento do Espírito.
  • Igreja em Jerusalém (3-7): Milagres, perseguições, martírio de Estêvão.
  • Expansão para Judeia/Samaria (8-12): Filipe, conversão de Paulo, visão de Pedro.
  • Viagens de Paulo (13-28): Três viagens missionárias, Concílio de Jerusalém, prisão e viagem a Roma. Beacon e Henry dividem em Pedro (1-12) e Paulo (13-28), com progressão geográfica.

EVANGELHO SEGUNDO JOÃO


É o quarto livro do Novo Testamento e o mais distinto dos evangelhos canônicos, com uma abordagem teológica profunda e simbólica que enfatiza a divindade de Jesus Cristo como o Verbo eterno (Logos) encarnado, o Filho de Deus que revela o Pai e oferece vida eterna aos que creem. Diferente dos sinópticos (Mateus, Marcos e Lucas), que compartilham narrativas semelhantes, João é altamente seletivo: apenas 7 eventos aparecem nos outros evangelhos (palavras de João Batista, Última Ceia, unção em Betânia, paixão, ressurreição, multiplicação dos pães para 5.000 e caminhada sobre o mar), enquanto o restante é peculiar a João, incluindo milagres como o de Caná, a ressurreição de Lázaro e discursos extensos como o "Eu Sou". Juntos, os quatro evangelhos apresentam uma concepção completa de Jesus: Rei ideal (Mateus), Servo ideal (Marcos), Homem ideal (Lucas) e Deus ideal (João). O livro usa sete "sinais" milagrosos e sete declarações "Eu Sou" para revelar a identidade divina de Jesus, culminando na Oração Intercessória e na paixão como glorificação. Integrando a tradição da Bíblia Dakes com análises de comentários como Champlin, Beacon, Henry e perspectivas acadêmicas, esta introdução oferece uma visão ampla, destacando seu caráter cristológico elevado e sua ênfase na fé como caminho para a vida eterna.

Propósito

O propósito é convencer os leitores a crerem que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, para que tenham vida em seu nome (Jo 20:31). João visa revelar a divindade de Jesus, combater heresias como o gnosticismo e o docetismo (que negavam a humanidade plena de Cristo), e promover a fé como união íntima com Deus. A Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal destaca o foco em sinais que apontam para a glória de Cristo. Champlin vê como evangelho da revelação divina, enfatizando o Logos como criador e redentor. Beacon e Henry ressaltam a chamada à fé pessoal e à comunhão eterna com o Pai.

Data e Local

Cerca de 90 d.C., com local desconhecido (provavelmente Éfeso, na Ásia Menor). A erudição moderna (Champlin, Beacon, Bruce) data-o entre 90-110 d.C., baseado no Papiro P52 (fragmento mais antigo, ca. 125 d.C.) e contexto pós-destruição do Templo (alusões em Jo 2:19-21). A Bíblia de Estudo de Genebra e Henry apoiam uma data tardia, ligada à comunidade joanina em Éfeso.

Autor

João, o discípulo amado (Jo 13:23; 19:26; 21:20-24), apóstolo e irmão de Tiago. Presente em eventos chave, cuidou de Maria e foi pilar da igreja (Gl 2:9). A tradição patrística (Ireneu, Papias) confirma a autoria apostólica. Champlin e Beacon aceitam João como autor; estudos modernos (Brown e Coenen) veem uma "comunidade joanina" influenciada por testemunhas oculares. Henry destaca sua intimidade com Jesus.

Tema

Jesus Cristo como Deus, Messias e Filho de Jeová, com divindade afirmada (Jo 1:1-14; 8:58; 20:28). Ênfase em vida eterna pela fé, luz vs. trevas, amor e glorificação na cruz. Champlin destaca testemunhos da divindade (Pai, Filho, Espírito, obras); Beacon vê cristologia alta; Henry enfatiza encarnação e salvação.

Destinatário

Comunidade joanina (judeus e gentios) em Éfeso ou Ásia Menor, enfrentando heresias e perseguições. Champlin e Genebra notam foco em cristãos maduros precisando de aprofundamento teológico.

Versículos-chave

  • Jo 1:1,14: "No princípio era o Verbo... e o Verbo se fez carne".
  • Jo 3:16: "Deus amou o mundo".
  • Jo 8:58: "Antes que Abraão existisse, Eu Sou".
  • Jo 11:25: "Eu sou a ressurreição e a vida".
  • Jo 14:6: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida".
  • Jo 20:31: Propósito do livro. Destacados na Dakes e Henry.

Pessoas chave

  • Jesus Cristo: Protagonista como Verbo encarnado.
  • João, discípulo amado: Autor e testemunha.
  • João Batista: Precursor.
  • Maria, mãe de Jesus.
  • Discípulos (Pedro, Tomé, Judas).
  • Nicodemos, samaritana, Lázaro. Henry e Beacon destacam relações pessoais.

Lugares-chave

  • Caná: Primeiro sinal.
  • Jerusalém: Festas e templo.
  • Samaria: Conversão da mulher.
  • Betânia: Ressurreição de Lázaro.
  • Getsêmani e Calvário: Paixão. Champlin enfatiza simbolismo geográfico.

Estatísticas

43º livro da Bíblia; 21 capítulos; 879 versículos; 167 perguntas; 16 profecias do AT cumpridas; 43 novas profecias; 85 versículos de profecias cumpridas e 7 versículos de profecias não cumpridas. Contém cerca de 15.635 palavras no grego original (menor que Lucas e Mateus, mas denso teologicamente). Somente 7 acontecimentos aparecem nos outros evangelhos; o resto é exclusivo.

Estrutura

  • Prólogo (1:1-18): Verbo eterno.
  • Livro dos Sinais (1:19-12:50): Sete milagres e revelação pública.
  • Livro da Glória (13-20): Última Ceia, discurso de adeus, paixão, ressurreição.
  • Epílogo (21): Aparição no mar e restauração de Pedro. Beacon e Henry destacam divisão em revelação e glorificação.