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livro de Números, o quarto do
Pentateuco, relata os censos, as peregrinações, rebeliões e preparações do povo
de Israel no deserto, abrangendo cerca de 38-40 anos de jornada do Sinai à
planície de Moabe. Baseado na Bíblia de Estudo Dakes, que destaca anotações
sobre profecias, comandos e estatísticas detalhadas, esta introdução é
expandida com insights de fontes evangélicas adicionais, proporcionando uma
análise teológica, histórica e aplicativa mais ampla. Ele ilustra a fidelidade
de Deus em meio à infidelidade humana, enfatizando obediência, julgamento e
promessas de herança, com tipos que apontam para Cristo e a vida cristã.
Propósito
O
propósito principal é registrar a organização do acampamento de Israel, os
censos tribais, as jornadas no deserto, rebeliões e juízos divinos, além de
leis adicionais para pureza, ofertas e herança, preparando o povo para a
conquista de Canaã. De acordo com a Bíblia de Estudo Dakes, ele documenta a
transição da geração rebelde para a obediente, destacando lições de fé e
obediência, com ênfase em censos para guerra e herança. A Bíblia de Estudo
Aplicação Pessoal aplica isso à vida cotidiana, mostrando como murmuração e
incredulidade impedem bênçãos, incentivando confiança em Deus durante
"desertos" pessoais. O Comentário Bíblico Beacon vê o livro como
narrativa pentecostal de provisão divina (maná, água) e disciplina espiritual.
Matthew Henry, em seu Comentário, enfatiza o propósito devocional: Números
revela Deus como guia paciente, punindo pecado mas preservando Seu povo, tipificando
a jornada cristã para a "Canaã celestial". Champlin, no Comentário
Bíblico Exaustivo, destaca o registro histórico de fidelidade divina e falhas
humanas, com leis promovendo santidade comunitária. Bruce, no Comentário
Bíblico NVI, foca na formação nacional, com censos simbolizando prontidão para
batalha espiritual e herança.
Data e Local
Datado de
aproximadamente 1490-1451 a.C. (ou 1446-1406 a.C.), cobrindo 38-40 anos de peregrinações
no deserto, escrito durante a jornada do Sinai a Moabe. A Bíblia de Estudo
Dakes situa a composição no deserto do Sinai e Paran, com eventos em
Kadesh-Barnea e planícies de Moabe. A Bíblia de Estudo de Genebra confirma o
período mosaico, cerca de 1440 a.C., no contexto pós-Êxodo. Champlin sugere o
século XV a.C., influenciado por tradições semíticas, nos desertos de Zin e
Paran. O Dicionário da Bíblia de Davis detalha locais como Monte Sinai
(início), Kadesh (rebelião) e Moabe (fim), com datação ligada a Números 33:38
(morte de Arão no 40º ano).
Autor: Moisés é o autor tradicional, como afirmado na
Bíblia de Estudo Dakes (Nm 33:2), que o descreve como registrador inspirado das
jornadas. A Bíblia de Estudo de Genebra reforça Moisés como compilador do
Pentateuco. Henry o vê como o profeta que documentou falhas e fidelidade
divina. Champlin discute consistência com fontes orais, mantendo Moisés como
principal. O Comentário Bíblico Beacon e Bruce concordam, destacando autoria
eyewitness.
Tema
O tema
central é a fidelidade de Deus em meio à rebelião humana: obediência traz
bênçãos, enquanto incredulidade leva a juízo, com o deserto como teste para
herança. A Bíblia de Estudo Dakes enfatiza profecias (como Nm 24:17, Messias) e
comandos para santidade. A Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal aplica à
perseverança cristã, evitando "murmurações". A Bíblia de Estudo de
Genebra foca na soberania divina e eleição. Henry vê graça na disciplina,
apontando para Cristo (serpente de bronze, Nm 21:9; Jo 3:14). Champlin explora
temas de provisão e julgamento, com festas e leis como sombras. Bruce destaca
transição geracional e preparação para conquista.
Destinatário
Primariamente
os israelitas da segunda geração, para aprenderem com erros passados e se prepararem
para Canaã. Como na Bíblia de Estudo de Genebra, destinava-se a encorajar
obediência. O Comentário Bíblico Beacon estende a crentes, como lição de fé
coletiva. Henry aplica a cristãos, como advertência contra incredulidade.
Versículos-chave
Números 14:18: "O Senhor é longânimo... perdoando a iniquidade...
visitando a maldade" – Misericórdia e juízo (Dakes e Champlin).
- Números
23:19: "Deus não é homem para que minta" – Fidelidade divina
(Aplicação Pessoal e Genebra).
- Números
6:24-26: Bênção araônica – Favor priestly (Henry e Bruce).
- Números
21:8-9: Serpente de bronze – Tipo de Cristo (Beacon e Davis).
- Números
14:21: "Toda a terra se encherá da glória do Senhor" – Promessa
(Dakes).
Pessoas-chave
Moisés
(líder), Arão (sacerdote), Miriam (profetisa), Josué e Calebe (espiões fiéis),
Corá, Datã e Abirão (rebeldes), Balaão (profeta), Balac (rei de Moabe), Fineias
(zeloso), filhas de Zelofeade (herdeiras). Dakes destaca rebeliões de Corá e
Balaão como profecias messiânicas.
Lugares-chave
Monte
Sinai (organização), Cades-Barnéia (rebelião), Deserto de Parã/Zim (jornadas),
Planícies de Moabe (preparações), Monte Hor (morte de Arão), Hesbom/Basã (conquistas).
Davis fornece contextos geográficos, Bruce discute rotas.
Estatísticas
Baseado
na Bíblia de Estudo Dakes. Números contém 36 capítulos, 1.288 versículos, aproximadamente
32.530 palavras, 92 perguntas, 73 profecias, 20 versos de profecia cumprida,
250 comandos, 50 mensagens de Deus, 11 milagres, 10 rebeliões principais, 2
censos (603.550 e 601.730 homens de guerra).
Estrutura
Dividida
em três partes: Organização no Sinai (caps. 1-10: censos, arranjo do
acampamento, leis), Peregrinações e Rebeliões (caps. 11-21: murmurações,
espiões, juízos), Preparações em Moabe (caps. 22-36: Balaão, segundo censo,
herança). Dakes delineia subdivisões proféticas. A Bíblia de Estudo Aplicação
Pessoal descreve progressão de ordem a conquista. Champlin destaca unidade
narrativa, Henry aplica moralmente, Bruce nota ciclos de falha e graça.
Essa introdução integra visões conservadoras, facilitando estudo e
aplicação espiritual.
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