Introdução ao Livro de Joel

 

O

 livro de Joel, o trigésimo primeiro da Bíblia e o segundo dos profetas menores, é uma profecia poética que usa uma praga de gafanhotos como símbolo de juízo divino, chamando Israel ao arrependimento e profetizando o "dia do Senhor" com restauração futura e efusão do Espírito. Baseado na Bíblia de Estudo Dakes, que enfatiza anotações sobre profecias do fim dos tempos e chamadas ao jejum, esta introdução é ampliada com perspectivas de outras fontes evangélicas, integrando análises teológicas, históricas e aplicativas para uma visão mais abrangente. Ele revela Deus como juiz e restaurador, convidando à contrição em crises, prefigurando o derramamento do Espírito em Pentecostes (At 2:16-21 citando Jl 2:28-32).

Propósito

O propósito principal é interpretar a praga como sinal de juízo iminente, exortar ao arrependimento coletivo e profetizar o dia do Senhor com salvação para o remanescente e bênçãos escatológicas. De acordo com a Bíblia de Estudo Dakes, o livro promove jejum e oração como meios de reversão divina, servindo como lição para nações. A Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal aplica isso a crises pessoais, incentivando crentes a responderem a calamidades com contrição. O Comentário Bíblico Beacon destaca o aspecto pentecostal de efusão espiritual. Matthew Henry, em seu Comentário, foca na aplicação devocional: Joel revela Deus respondendo a humilhação, tipificando graça no Novo Testamento. Champlin, no Comentário Bíblico Exaustivo, nota o propósito teológico de ligar juízo histórico a apocalíptico. Bruce, no Comentário Bíblico NVI, enfatiza a chamada à justiça em meio a desastres.

Data e Local

Datado de aproximadamente 835-805 a.C., durante o reinado de Joás em Judá, antes da queda de Samaria, ou possivelmente pós-exílio (~500 a.C.), mas tradição conservadora favorece pré-exílio. A Bíblia de Estudo Dakes situa em Judá, possivelmente Jerusalém, no contexto de uma praga literal ou simbólica. A Bíblia de Estudo de Genebra confirma o século IX a.C., em Sião. Champlin sugere influência de tradições joelitas, em período de estabilidade externa mas ameaça interna. O Dicionário da Bíblia de Davis detalha Judá como foco geográfico.

Autor

Joel, filho de Petuel, profeta de Judá (Jl 1:1). A Bíblia de Estudo Dakes confirma Joel como autor inspirado, citado em Atos. A Bíblia de Estudo de Genebra reforça Joel. Henry o vê como arauto do dia do Senhor. Champlin discute anonimato relativo, mantendo Joel. O Comentário Bíblico Beacon e Bruce concordam, destacando estilo apocalíptico.

Tema

O tema central é o dia do Senhor: juízo como gafanhotos e exércitos, levando a arrependimento e efusão do Espírito com restauração. A Bíblia de Estudo Dakes enfatiza escatologia (Jl 3:14-16). A Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal aplica à vigilância espiritual. A Bíblia de Estudo de Genebra foca na soberania. Henry vê graça na salvação, apontando para Pentecostes. Champlin explora temas de teodiceia e apocalipse. Bruce destaca transição de luto a alegria.

Destinatário

Primariamente o povo de Judá e Jerusalém, incluindo sacerdotes e anciãos, para exortar ao jejum. Como na Bíblia de Estudo de Genebra, estendido a todas as nações no dia do Senhor. O Comentário Bíblico Beacon estende a crentes para renovação. Henry aplica a cristãos como chamado ao arrependimento coletivo.

Versículos-chave

  • Joel 2:28-29: "Derramarei o meu Espírito sobre toda a carne" – Efusão messiânica (Dakes e Champlin).
  • Joel 2:12-13: "Rasgai o vosso coração... porque ele é misericordioso" – Arrependimento (Aplicação Pessoal e Genebra).
  • Joel 3:14: "Multidões, multidões no vale da Decisão" – Dia do Senhor (Henry e Bruce).
  • Joel 1:4: Praga de gafanhotos – Juízo simbólico (Beacon e Davis).
  • Joel 2:32: "Todo o que invocar o nome do Senhor será salvo" (Dakes).

Pessoas-chave

Joel (profeta), sacerdotes (chamados ao jejum), povo de Judá (arrependidos), nações (julgadas). Dakes destaca Joel como vigia escatológico.

Lugares-chave

Judá/Jerusalém (juízo e restauração), vale de Josafá (decisão), Sião (efusão), nações como Edom e Egito. Davis fornece contextos, Bruce discute simbolismo.

Estatísticas

Baseado na Bíblia de Estudo Dakes. Joel contém 3 capítulos, 73 versículos, aproximadamente 2.034 palavras, 5 perguntas, 10 profecias, 15 mensagens de Deus, 20 comandos, 5 promessas.

 

Estrutura

            Dividido em Juízo atual (cap. 1: praga, lamento), Chamado ao arrependimento (cap. 2: dia do Senhor, misericórdia), Restauração futura (cap. 3: julgamento de nações, bênçãos). Dakes delineia progressão de calamidade a glória. A Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal descreve narrativa profética. Champlin destaca unidade poética, Henry aplica moralmente, Bruce nota ciclos de juízo e salvação.




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