Introdução ao Livro de Salmos

 

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 livro de Salmos, o décimo nono da Bíblia e o principal dos livros poéticos, é uma coleção de 150 hinos, orações, lamentos e louvores que expressam a gama completa de experiências humanas em relação a Deus, servindo como o hinário do Antigo Testamento. Baseado na Bíblia de Estudo Dakes, que destaca anotações sobre profecias messiânicas (como Sl 22) e classificações temáticas, esta introdução é ampliada com perspectivas de outras fontes evangélicas, integrando análises teológicas, históricas e aplicativas para uma visão mais abrangente. Ele convida à adoração autêntica, revelando o coração de Deus e do homem, prefigurando Cristo como o Salmista supremo e modelo de oração.

Propósito

O propósito principal é fornecer um manual de adoração, oração e meditação para o povo de Deus, cobrindo temas de louvor, confissão, súplica e ação de graças, enquanto instrui sobre a natureza divina e a vida piedosa. De acordo com a Bíblia de Estudo Dakes, os salmos servem para expressar emoções espirituais, com 78 profecias messiânicas cumpridas no Novo Testamento. A Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal enfatiza aplicações pessoais, como usar salmos para orar em crises ou louvar em vitórias. O Comentário Bíblico Beacon destaca o aspecto pentecostal de efusão emocional e louvor coletivo. Matthew Henry, em seu Comentário, foca na aplicação devocional: Salmos ensinam a orar com o coração, tipificando a oração de Cristo. Champlin, no Comentário Bíblico Exaustivo, nota o propósito litúrgico de uso no templo e sinagoga, promovendo teologia poética. Bruce, no Comentário Bíblico NVI, vê como encorajamento à devoção em contextos variados.

Data e Local

Os salmos foram compostos ao longo de cerca de 1.000 anos, de Moisés (Sl 90, ~1400 a.C.) ao pós-exílio (~400 a.C.), compilados possivelmente por Esdras no século V a.C. A Bíblia de Estudo Dakes situa a maioria no período davídico (~1000 a.C.), em Israel, com influências de exílio. A Bíblia de Estudo de Genebra confirma compilação pós-exílio, em Jerusalém. Champlin sugere origens em cultos templários, no reino unido e dividido. O Dicionário da Bíblia de Davis detalha locais como Sião (Jerusalém) e deserto (peregrinações).

Autor

Atribuídos principalmente a Davi (73 salmos), com contribuições de Asafe (12), filhos de Corá (11), Salomão (2), Hemã, Etã, Moisés e anônimos. A Bíblia de Estudo Dakes confirma Davi como principal, sob inspiração. A Bíblia de Estudo de Genebra reforça múltiplos autores, compilados coletivamente. Henry descreve como hinário inspirado por profetas. Champlin discute origens em tradições orais, com redação final pós-exílio. O Comentário Bíblico Beacon e Bruce concordam com autoria coletiva, destacando estilo poético hebraico.

Tema

O tema central é a adoração a Deus em todas as circunstâncias: louvor pela criação, lamento pelo sofrimento, confiança na salvação. A Bíblia de Estudo Dakes enfatiza messiânico (Sl 110) e imprecatório (juízo). A Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal aplica à vida devocional diária. A Bíblia de Estudo de Genebra foca na soberania divina. Henry vê graça na oração, apontando para Cristo nos salmos. Champlin explora temas de teologia e emoção humana. Bruce destaca diversidade poética e esperança.

Destinatário

Primariamente o povo de Israel para uso litúrgico e pessoal. Como na Bíblia de Estudo de Genebra, para encorajar devoção coletiva. O Comentário Bíblico Beacon estende a crentes para louvor. Henry aplica a cristãos como orações modelares.

Versículos-chave

  • Salmos 23:1: "O Senhor é o meu pastor; nada me faltará" – Providência (Dakes e Champlin).
  • Salmos 119:105: "Lâmpada para os meus pés é a tua palavra" – Orientação (Aplicação Pessoal e Genebra).
  • Salmos 51:17: "Sacrifício aceitável a Deus é o espírito quebrantado" – Arrependimento (Henry e Bruce).
  • Salmos 22:1: "Deus meu, por que me desamparaste?" – Messiânico (Beacon e Davis).
  • Salmos 150:6: "Todo ser que respira louve ao Senhor" (Dakes).

Pessoas-chave

Davi (autor principal), Asafe (músico), filhos de Corá (levitas), Salomão, Moisés, Deus (objeto de louvor), inimigos (simbólicos). Dakes destaca Davi como salmista.

Lugares-chave

Sião/Jerusalém (centro de louvor), deserto (aflição), templo, nações (juízo). Davis fornece contextos simbólicos, Bruce discute metáforas.

Estatísticas

Baseado na Bíblia de Estudo Dakes. Salmos contém 150 capítulos (salmos), 2.461 versículos, aproximadamente 43.743 palavras, 326 perguntas, 78 profecias messiânicas, 50 mensagens de Deus, 10 milagres mencionados, 200 comandos, 100 promessas.

Estrutura

Dividido em cinco livros: Livro 1 (1-41: criação, pecado), Livro 2 (42-72: redenção), Livro 3 (73-89: santuário), Livro 4 (90-106: peregrinação), Livro 5 (107-150: palavra e louvor), cada um terminando com doxologia. Dakes delineia tipos: messiânicos (16), imprecatórios (18). A Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal descreve progressão temática. Champlin destaca paralelismo poético, Henry aplica devocionalmente, Bruce nota estrutura pentateucal.



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