Introdução ao Livro de Isaías

 

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 livro de Isaías, o vigésimo terceiro da Bíblia e o primeiro dos profetas maiores, é uma obra profética majestosa que combina denúncias de juízo contra o pecado de Judá e nações vizinhas com visões gloriosas de restauração, salvação messiânica e o reino eterno de Deus. Baseado na Bíblia de Estudo Dakes, que destaca anotações sobre profecias messiânicas cumpridas (como Is 53 no sofrimento de Cristo) e estruturas poéticas, esta introdução é expandida com perspectivas de outras fontes evangélicas, integrando análises teológicas, históricas e aplicativas para uma visão mais ampla. Ele revela Deus como santo e salvador, convidando ao arrependimento em meio à apostasia, prefigurando o Servo sofredor e Rei eterno em Cristo.

Propósito

O propósito principal é profetizar o juízo divino sobre o pecado de Judá e Israel, expor a hipocrisia religiosa e anunciar a vinda do Messias como salvador e juiz, culminando em uma nova criação. De acordo com a Bíblia de Estudo Dakes, o livro cumpre 47 profecias messiânicas, servindo como manual de arrependimento e esperança para gerações. A Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal enfatiza aplicações pessoais, incentivando crentes a buscarem santidade em sociedades corruptas. O Comentário Bíblico Beacon destaca o chamado pentecostal para avivamento espiritual. Matthew Henry, em seu Comentário, foca na aplicação devocional: Isaías revela Deus purificando Seu povo, tipificando a cruz como remédio para o pecado. Champlin, no Comentário Bíblico Exaustivo, nota o propósito teológico de integrar juízo histórico com visão escatológica. Bruce, no Comentário Bíblico NVI, enfatiza a formação ética, promovendo justiça em meio à crise nacional.

Data e Local

Datado de aproximadamente 740-680 a.C., abrangendo o ministério de Isaías desde o fim do reinado de Uzias até Manassés, escrito principalmente em Jerusalém, Judá. A Bíblia de Estudo Dakes situa as profecias durante crises assírias (invasão de Senaqueribe em 701 a.C.). A Bíblia de Estudo de Genebra confirma o século VIII-VII a.C., no contexto do reino dividido. Champlin sugere influência de tradições orais, em período de reformas e invasões. O Dicionário da Bíblia de Davis detalha Jerusalém como centro, com visões estendendo a Babilônia futura.

Autor

Isaías, filho de Amoz, profeta cortesão e conselheiro real (Is 1:1). A Bíblia de Estudo Dakes confirma Isaías como autor inspirado, citado no Novo Testamento 21 vezes. A Bíblia de Estudo de Genebra reforça Isaías, rejeitando teorias de múltiplos autores. Henry o vê como profeta maior, registrando visões divinas. Champlin discute unidade literária, mantendo Isaías apesar de debates críticos. O Comentário Bíblico Beacon e Bruce concordam, destacando estilo visionário.

Tema

O tema central é a salvação de Deus em meio ao juízo: santidade divina contra pecado, com o Servo sofredor trazendo redenção. A Bíblia de Estudo Dakes enfatiza o "Livro da Salvação", com tipos cristológicos (Is 7:14, virgem). A Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal aplica à fé em crises. A Bíblia de Estudo de Genebra foca na soberania. Henry vê graça na restauração, apontando para o Evangelho. Champlin explora temas de teofanias e escatologia. Bruce destaca transição de juízo local a universal.

Destinatário

Primariamente Judá e Jerusalém, incluindo reis e povo, para alertar sobre juízo assírio/babilônico. Como na Bíblia de Estudo de Genebra, estendido a Israel norte e nações. O Comentário Bíblico Beacon estende a crentes para santidade coletiva. Henry aplica a cristãos como chamado à retidão.

 

 

Versículos-chave

  • Isaías 6:3: "Santo, santo, santo é o Senhor dos Exércitos" – Santidade divina (Dakes e Champlin).
  • Isaías 9:6: "Um menino nos nasceu... Príncipe da Paz" – Messias (Aplicação Pessoal e Genebra).
  • Isaías 53:5-6: "Pelas suas pisaduras fomos sarados" – Servo sofredor (Henry e Bruce).
  • Isaías 1:18: "Vinde, então, e argui-me... os vossos pecados serão como a neve" (Beacon e Davis).
  • Isaías 40:31: "Os que esperam no Senhor renovam as suas forças" (Dakes).

Pessoas-chave

Isaías (profeta), Uzias, Jotão, Acaz e Ezequias (reis), Servo do Senhor (Messias), Senaqueribe (assírio), falsos profetas. Dakes destaca o Servo como tipo de Cristo.

Lugares-chave

Jerusalém/Siâo (juízo e restauração), Betel (idolatria), Assíria, Babilônia (exílio), Egito, nações gentias. Davis fornece contextos, Bruce discute simbolismo.

 

Estatísticas

Baseado na Bíblia de Estudo Dakes. Isaías contém 66 capítulos, 1.292 versículos, aproximadamente 37.044 palavras, 50 perguntas, 47 profecias messiânicas, 30 mensagens de Deus, 200 comandos, 50 promessas.

Estrutura

Dividido em Juízo sobre Judá e nações (caps. 1-39: denúncias, visões assírias), Consolação e salvação (caps. 40-55: Servo, nova aliança), Glória futura (caps. 56-66: novo céu e terra). Dakes delineia paralelo com a Bíblia (39 AT, 27 NT). A Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal descreve progressão de juízo a glória. Champlin destaca unidade poética, Henry aplica moralmente, Bruce nota ciclos proféticos.



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