Introdução ao Livro de Naum

 

O

 livro de Naum, o trigésimo terceiro da Bíblia e o sétimo dos profetas menores, é uma profecia poética que anuncia o juízo divino contra Nínive e o Império Assírio, servindo como consolo para Judá ao afirmar a vingança de Deus contra seus opressores. Baseado na Bíblia de Estudo Dakes, que destaca anotações sobre a ira divina e profecias de destruição cumpridas historicamente, esta introdução é expandida com perspectivas de outras fontes evangélicas, integrando análises teológicas, históricas e aplicativas para uma visão mais ampla. Ele revela Deus como vingador justo, convidando à confiança em Sua soberania sobre nações ímpias, prefigurando o juízo final sobre o mal e a salvação para o remanescente fiel.

Propósito

O propósito principal é profetizar a queda de Nínive como juízo divino pela opressão de Israel, consolando Judá e demonstrando que Deus não tolera o mal indefinidamente. De acordo com a Bíblia de Estudo Dakes, o livro enfatiza a paciência esgotada de Deus, servindo como lição sobre retribuição. A Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal aplica isso a encorajar crentes em meio a injustiças, confiando na justiça divina. O Comentário Bíblico Beacon destaca o consolo espiritual para o oprimido. Matthew Henry, em seu Comentário, foca na aplicação devocional: Naum revela Deus como protetor, tipificando juízo sobre inimigos espirituais. Champlin, no Comentário Bíblico Exaustivo, nota o propósito teológico de contrastar ira divina com misericórdia para Judá. Bruce, no Comentário Bíblico NVI, enfatiza crítica ao imperialismo assírio.

Data e Local

Datado de aproximadamente 663-612 a.C., após a queda de Tebas (663 a.C., Na 3:8-10) e antes da destruição de Nínive (612 a.C.). A Bíblia de Estudo Dakes situa em Judá, possivelmente Elcós, no contexto pós-reformas de Josias. A Bíblia de Estudo de Genebra confirma o século VII a.C., em Judá sul. Champlin sugere influência de tradições assírias, em período de declínio imperial. O Dicionário da Bíblia de Davis detalha Nínive como foco geográfico.

Autor

Naum de Elcós (Na 1:1), profeta pouco conhecido. A Bíblia de Estudo Dakes confirma Naum como autor inspirado. A Bíblia de Estudo de Genebra reforça Naum. Henry o vê como mensageiro de consolo. Champlin discute brevidade poética, mantendo Naum. O Comentário Bíblico Beacon e Bruce concordam, destacando estilo oracular.

 

 

Tema

 O tema central é o juízo divino sobre o orgulho assírio: Deus é vingador lento mas certo, com consolo para Judá. A Bíblia de Estudo Dakes enfatiza escatologia (Na 1:15). A Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal aplica à paciência em sofrimentos. A Bíblia de Estudo de Genebra foca na soberania. Henry vê graça na proteção, apontando para o Novo Testamento. Champlin explora temas de teodiceia. Bruce destaca equilíbrio entre juízo e paz.

Destinatário

Primariamente Judá, para consolar após opressão assíria. Como na Bíblia de Estudo de Genebra, lição para nações ímpias. O Comentário Bíblico Beacon estende a crentes oprimidos. Henry aplica a cristãos como esperança em juízo.

Versículos-chave

  • Naum 1:7: "O Senhor é bom, é fortaleza no dia da angústia" – Consolo (Dakes e Champlin).
  • Naum 1:2-3: "O Senhor é Deus zeloso e vingador... não tem por inocente o culpado" – Ira divina (Aplicação Pessoal e Genebra).
  • Naum 2:13: "Eis-me aqui contra ti, diz o Senhor dos Exércitos" (Henry e Bruce).
  • Naum 3:5-6: Exposição da vergonha de Nínive (Beacon e Davis).
  • Naum 1:15: "Eis sobre os montes os pés do que anuncia boas-novas" (Dakes).

Pessoas-chave

Naum (profeta), Senhor (vingador), povo de Judá (consolado), ninivitas (julgados). Dakes destaca Naum como arauto de juízo.

Lugares-chave

Nínive (juízo), Judá/Siâo (consolo), montes (boas-novas), Tebas (exemplo). Davis fornece contextos, Bruce discute simbolismo.

Estatísticas

Baseado na Bíblia de Estudo Dakes. Naum contém 3 capítulos, 47 versículos, aproximadamente 1.285 palavras, 2 perguntas, 5 profecias, 10 mensagens de Deus, 5 comandos, 3 promessas.

Estrutura

Dividido em Características de Deus (cap. 1: ira e bondade), Descrição do juízo (cap. 2: ataque a Nínive), Razões para juízo (cap. 3: pecados de Assíria). Dakes delineia progressão de declaração a detalhe. A Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal descreve narrativa profética. Champlin destaca unidade poética, Henry aplica moralmente, Bruce nota ciclos de juízo.


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