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livro de Ezequiel, o vigésimo
quarto da Bíblia e o terceiro dos profetas maiores, é uma coleção de visões,
profecias simbólicas e mensagens que retratam o juízo divino sobre Judá e as
nações pagãs, culminando em promessas de restauração para Israel no exílio.
Baseado na Bíblia de Estudo Dakes, que enfatiza anotações sobre visões teofânicas
e profecias messiânicas (como o templo futuro), esta introdução é expandida com
perspectivas de outras fontes evangélicas, integrando análises teológicas,
históricas e aplicativas para uma visão mais ampla. Ele revela Deus como santo
e soberano, convidando ao arrependimento em meio ao juízo, prefigurando a
glória de Cristo e a nova criação.
Propósito
O
propósito principal é anunciar o juízo iminente sobre Judá por sua
infidelidade, explicar o exílio babilônico como disciplina divina e profetizar
a restauração espiritual e nacional de Israel, incluindo uma nova aliança e
templo. De acordo com a Bíblia de Estudo Dakes, o livro destaca 25 visões
simbólicas para ilustrar a glória de Deus e advertir contra idolatria,
promovendo arrependimento. A Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal aplica isso a
vidas contemporâneas, incentivando crentes a examinarem pecados coletivos e
confiarem em restauração divina em crises. O Comentário Bíblico Beacon enfatiza
o chamado profético para renovação espiritual. Matthew Henry, em seu
Comentário, foca na aplicação devocional: Ezequiel revela Deus removendo
impurezas, tipificando purificação em Cristo. Champlin, no Comentário Bíblico
Exaustivo, nota o propósito teológico de demonstrar soberania divina sobre
nações. Bruce, no Comentário Bíblico NVI, vê como encorajamento ao exilado
remanescente para esperança.
Data e Local
Datado de
593-571 a.C., abrangendo o ministério de Ezequiel durante o exílio babilônico,
com visões datadas precisamente (Ez 1:1; 40:1). A Bíblia de Estudo Dakes situa
as profecias na Babilônia, ao longo do rio Quebar, no contexto do cerco de
Jerusalém (586 a.C.). A Bíblia de Estudo de Genebra confirma o século VI a.C.,
em Tel-Abibe entre exilados. Champlin sugere influência de tradições apocalípticas,
no exílio inicial. O Dicionário da Bíblia de Davis detalha a Babilônia como
local de composição, com referências a Judá distante.
Autor
Ezequiel,
sacerdote e profeta exilado (Ez 1:3), baseado em narrativas em primeira pessoa
e visões diretas. A Bíblia de Estudo Dakes confirma Ezequiel como autor
inspirado, contemporâneo de Jeremias e Daniel. A Bíblia de Estudo de Genebra
reforça Ezequiel. Henry o vê como mensageiro fiel em exílio. Champlin discute
unidade literária, mantendo Ezequiel. O Comentário Bíblico Beacon e Bruce concordam,
destacando estilo visionário.
Tema
O tema
central é a glória de Deus no juízo e na restauração: "Saberão que eu sou
o Senhor" (repetido 70 vezes), com visões de santidade divina levando a
novo coração (Ez 36:26). A Bíblia de Estudo Dakes enfatiza profecias cumpridas
(exílio) e messiânicas (Ez 37:24). A Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal aplica
à renovação espiritual. A Bíblia de Estudo de Genebra foca na soberania. Henry
vê graça na restauração, apontando para o Espírito Santo. Champlin explora
temas de teofanias e escatologia. Bruce destaca transição de destruição a
esperança.
Destinatário
Primariamente
os exilados judeus na Babilônia, para confrontar falsas esperanças e promover
arrependimento. Como na Bíblia de Estudo de Genebra, estendido a Judá
remanescente. O Comentário Bíblico Beacon estende a crentes para alerta profético.
Henry aplica a cristãos como chamado à santidade.
Versículos-chave
- Ezequiel
1:28: Visão da glória de Deus – Teofania (Dakes e Champlin).
- Ezequiel
18:32: "Não tenho prazer na morte do ímpio... convertei-vos e vivei"
– Apelo ao arrependimento (Aplicação Pessoal e Genebra).
- Ezequiel
36:26: "Dar-vos-ei coração novo" – Nova aliança (Henry e Bruce).
- Ezequiel
37:5: Vale de ossos secos – Restauração (Beacon e Davis).
- Ezequiel
43:2: Glória retornando ao templo (Dakes).
Pessoas-chave
Ezequiel
(profeta), Deus (voz principal), reis de Judá (Joaquim, Zedequias),
Nabucodonosor, falsos profetas, anciãos exilados, Gog (inimigo escatológico).
Dakes destaca Ezequiel como vigia (Ez 3:17).
Lugares-chave
Babilônia
(exílio), rio Quebar (visões), Jerusalém (juízo), vale de ossos secos
(simbólico), templo futuro, nações como Egito e Tiro. Davis fornece contextos,
Bruce discute simbolismo.
Estatísticas
Baseado
na Bíblia de Estudo Dakes. Ezequiel contém 48 capítulos, 1.273 versículos,
aproximadamente 39.407 palavras, 50 perguntas, 25 visões, 30 profecias, 40
mensagens de Deus, 150 comandos, 20 promessas.
Estrutura
Dividido
em Juízo sobre Judá (caps. 1-24: visões, símbolos de cerco), Juízo sobre nações
(caps. 25-32: oráculos contra vizinhos), Restauração de Israel (caps. 33-48:
vigia, novo coração, templo escatológico). Dakes delineia progressão de juízo a
glória. A Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal descreve narrativa visionária.
Champlin destaca unidade profética, Henry aplica moralmente, Bruce nota ciclos
de profecia.
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