Introdução ao Livro de Jó

 

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 livro de Jó, o décimo oitavo da Bíblia e o primeiro dos livros poéticos, é uma obra profunda que aborda o mistério do sofrimento humano, a soberania de Deus e a integridade da fé em meio a provações extremas, sem fornecer respostas simplistas. Baseado na Bíblia de Estudo Dakes, que enfatiza anotações sobre diálogos teológicos, profecias messiânicas (como Jó 19:25) e estatísticas detalhadas, esta introdução é expandida com perspectivas de outras fontes evangélicas, integrando aspectos teológicos, históricos e aplicativos para uma compreensão mais rica. Ele desafia visões retributivas do sofrimento, revelando Deus como transcendente e convidando à humildade, prefigurando a redenção em Cristo como o Sofredor inocente.

Propósito

O propósito central é explorar por que os justos sofrem, demonstrando que o sofrimento não é sempre punição por pecado, mas pode ser um teste de fé, enquanto glorifica a sabedoria divina e promove arrependimento. De acordo com a Bíblia de Estudo Dakes, o livro refuta teologias falhas dos amigos de Jó, destacando 42 perguntas de Deus para humilhar o homem. A Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal aplica isso a encorajar crentes em sofrimentos inexplicáveis, focando em confiança em Deus. O Comentário Bíblico Beacon enfatiza o aspecto pentecostal de perseverança espiritual. Matthew Henry, em seu Comentário, foca na aplicação devocional: Jó ilustra paciência e submissão, tipificando Cristo no sofrimento. Champlin, no Comentário Bíblico Exaustivo, nota o propósito teológico de questionar justiça retributiva, promovendo teodiceia poética. Bruce, no Comentário Bíblico NVI, vê como lição de humildade intelectual ante o mistério divino.

Data e Local

Tradicionalmente datado de 2000-1800 a.C., durante a era patriarcal (sem menção à lei mosaica ou Israel), possivelmente escrito no século XV a.C. por Moisés. A Bíblia de Estudo Dakes situa os eventos na terra de Uz, leste de Canaã (possivelmente Edom). A Bíblia de Estudo de Genebra confirma o período pré-mosaico, no contexto nômade. Champlin sugere o século X-VI a.C. para composição final, influenciado por sabedoria oriental, em Uz perto de Edom. O Dicionário da Bíblia de Davis detalha Uz como região árabe, com datação ligada a referências patriarcais.

Autor

Desconhecido, mas tradicionalmente Jó ou Moisés, baseado em estilo poético e referências (Jó 42:16). A Bíblia de Estudo Dakes atribui a Moisés como compilador inspirado. A Bíblia de Estudo de Genebra reforça autor anônimo da era salomônica ou exílica. Henry sugere um sábio judeu preservando tradição oral. Champlin discute origens em lendas edomitas, com redação final pós-exílio. O Comentário Bíblico Beacon e Bruce concordam com autoria anônima, destacando gênero de sabedoria.

Tema

O tema principal é o sofrimento do justo e a soberania de Deus: fé testada revela integridade, enquanto diálogos expõem limitações humanas. A Bíblia de Estudo Dakes enfatiza redenção (Jó 19:25) e Satanás como acusador. A Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal aplica à resiliência em trials. A Bíblia de Estudo de Genebra foca na justiça divina além da compreensão. Henry vê graça na restauração, apontando para o Redentor. Champlin explora temas de teodiceia e criação. Bruce destaca humildade e esperança.

Destinatário

Primariamente judeus pós-exílio, para consolar em sofrimentos nacionais. Como na Bíblia de Estudo de Genebra, lições atemporais para crentes. O Comentário Bíblico Beacon estende a sofredores espirituais. Henry aplica a cristãos testados.

Versículos-chave

  • Jó 1:21: "Nu saí do ventre de minha mãe... o Senhor o deu, o Senhor o tomou" – Submissão (Dakes e Champlin).
  • Jó 19:25: "Eu sei que o meu Redentor vive" – Esperança messiânica (Aplicação Pessoal e Genebra).
  • Jó 42:5: "Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te veem" – Revelação (Henry e Bruce).
  • Jó 13:15: "Ainda que ele me mate, nele esperarei" (Beacon e Davis).
  • Jó 38:4: "Onde estavas tu quando eu lançava os fundamentos da terra?" (Dakes).

Pessoas-chave

Jó (protagonista sofredor), Elifaz, Bildade e Zofar (amigos), Eliú (jovem intercessor), Satanás (adversário), Deus (voz final), esposa de Jó, filhos. Dakes destaca Jó como tipo de justo sofredor.

Lugares-chave

Terra de Uz (casa de Jó), leste (amigos), céu (conselho divino), portais da morte (simbólico). Davis fornece contextos edomitas, Bruce discute simbolismo.

Estatísticas

Baseado na Bíblia de Estudo Dakes. Jó contém 42 capítulos, 1.070 versículos, aproximadamente 10.102 palavras, 330 perguntas (160 por Jó), 6 profecias, 18 mensagens de Deus, 4 milagres, 50 comandos, 10 promessas.

Estrutura

Dividido em Prólogo em prosa (caps. 1-2: prosperidade, provações), Diálogos poéticos (caps. 3-31: lamento de Jó, respostas de amigos), Discursos de Eliú (caps. 32-37: juventude e justiça), Resposta de Deus (caps. 38-41: criação e mistério), Epílogo em prosa (cap. 42: arrependimento, restauração). Dakes delineia ciclos de debates. A Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal descreve progressão de desespero a revelação. Champlin destaca unidade literária, Henry aplica moralmente, Bruce nota gêneros mistos.



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