Introdução ao Livro de Daniel

 

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 livro de Daniel, o vigésimo quinto da Bíblia e o último dos profetas maiores, combina narrativas históricas de fidelidade no exílio babilônico com visões apocalípticas proféticas sobre reinos mundiais e o reino eterno de Deus. Baseado na Bíblia de Estudo Dakes, que destaca anotações sobre profecias messiânicas e símbolos escatológicos, esta introdução é ampliada com perspectivas de outras fontes evangélicas, integrando análises teológicas, históricas e aplicativas para uma visão mais abrangente. Ele encoraja crentes a permanecerem fiéis em meio à perseguição, revelando Deus como soberano sobre impérios, prefigurando o Filho do Homem (Dn 7:13-14) identificado com Cristo no Novo Testamento.

Propósito

O propósito principal é demonstrar a soberania de Deus sobre a história e os reinos humanos, narrando a fidelidade de Daniel e amigos no exílio enquanto profetiza juízo sobre nações pagãs e a vitória final do reino messiânico. De acordo com a Bíblia de Estudo Dakes, o livro edifica a fé em tempos de crise, com 12 profecias sobre o Messias e o Anticristo. A Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal aplica isso a desafios modernos, incentivando integridade ética em ambientes hostis. O Comentário Bíblico Beacon enfatiza o testemunho profético de resistência espiritual. Matthew Henry, em seu Comentário, foca na aplicação devocional: Daniel revela Deus preservando Seus fiéis, tipificando salvação em Cristo. Champlin, no Comentário Bíblico Exaustivo, nota o propósito histórico-teológico de consolar exilados com esperança escatológica. Bruce, no Comentário Bíblico NVI, vê como lição de lealdade cultural em diáspora.

Data e Local: Datado de aproximadamente 605-536 a.C., cobrindo o exílio babilônico e persa, escrito possivelmente no final do exílio na Babilônia. A Bíblia de Estudo Dakes situa as visões entre 605 (Dn 1) e 536 a.C. (Dn 10-12), no contexto neo-babilônico. A Bíblia de Estudo de Genebra confirma o século VI a.C., em Babilônia e Susã. Champlin sugere influência de tradições apocalípticas, durante o reinado de Ciro. O Dicionário da Bíblia de Davis detalha a Babilônia como local principal, com referências a Judá distante.

Autor: Daniel, o profeta exilado e oficial da corte (Dn 1:6; 12:4), baseado em narrativas em primeira pessoa nas visões (caps. 7-12). A Bíblia de Estudo Dakes confirma Daniel como autor inspirado, contemporâneo de Ezequiel. A Bíblia de Estudo de Genebra reforça Daniel. Henry o vê como registrador fiel de visões divinas. Champlin discute unidade bilíngue (hebraico/aramaico), mantendo Daniel. O Comentário Bíblico Beacon e Bruce concordam, destacando testemunho eyewitness.

Tema

O tema central é a soberania de Deus sobre os reinos: fidelidade leva a preservação, enquanto orgulho pagão traz juízo, com visões de impérios e o reino eterno. A Bíblia de Estudo Dakes enfatiza escatologia (Dn 2,7) como tipo do fim dos tempos. A Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal aplica à perseverança em fé. A Bíblia de Estudo de Genebra foca na providência. Henry vê graça na proteção, apontando para Apocalipse. Champlin explora temas de apocalíptica judaica. Bruce destaca resistência cultural.

Destinatário

Primariamente os exilados judeus na Babilônia, para fortalecer identidade e esperança. Como na Bíblia de Estudo de Genebra, estendido a todas as nações. O Comentário Bíblico Beacon estende a crentes para fidelidade em perseguição. Henry aplica a cristãos como modelo de integridade.

Versículos-chave

  • Daniel 2:44: "O Deus do céu suscitará um reino que não será jamais destruído" – Reino eterno (Dakes e Champlin).
  • Daniel 7:13-14: Filho do Homem – Messiânico (Aplicação Pessoal e Genebra).
  • Daniel 3:17-18: "O nosso Deus... pode livrar-nos... mas, se não..." – Fidelidade (Henry e Bruce).
  • Daniel 12:3: "Os que forem sábios resplandecerão" (Beacon e Davis).
  • Daniel 4:37: "Agora, eu, Nabucodonosor, louvo... ao Rei dos céus" (Dakes).

Pessoas-chave

Daniel (profeta), Sadraque, Mesaque e Abede-Nego (amigos fiéis), Nabucodonosor (rei convertido), Belsazar, Dario (reis), Miguel (arcanjo), anjos. Dakes destaca Daniel como tipo de crente no fim dos tempos.

Lugares-chave

Babilônia (corte e exílio), planície de Dura (estátua), forno ardente (simbólico), Susã (visão), rio Ulai, nações como Média-Pérsia e Grécia. Davis fornece contextos, Bruce discute simbolismo imperial.

Estatísticas

Baseado na Bíblia de Estudo Dakes. Daniel contém 12 capítulos, 357 versículos, aproximadamente 11.606 palavras, 20 perguntas, 12 profecias messiânicas, 15 mensagens de Deus, 10 milagres, 50 comandos, 15 promessas.

 

 

Estrutura

Dividido em Narrativas históricas (caps. 1-6: fidelidade na corte, sonhos, forno, leões), Visões proféticas (caps. 7-12: impérios, semanas, ressurreição). Dakes delineia progressão de história a apocalipse. A Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal descreve narrativa de testemunho. Champlin destaca bilinguismo, Henry aplica moralmente, Bruce nota gêneros apocalípticos.




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