O |
livro de Malaquias, o trigésimo
nono da Bíblia e o último dos profetas menores (e do Antigo Testamento), é uma
profecia pós-exílio que confronta o povo judeu retornado com sua apatia
espiritual, corrupção no culto e negligência para com a aliança, anunciando o
juízo e a vinda do "dia do Senhor" com o precursor Elias e o Messias.
Baseado na Bíblia de Estudo Dakes, que destaca anotações sobre profecias
messiânicas (como o precursor em Ml 3:1 e 4:5-6) e advertências contra divórcio
e dízimos, esta introdução é ampliada com perspectivas de outras fontes
evangélicas, integrando análises teológicas, históricas e aplicativas para uma
visão mais abrangente. Ele serve como ponte entre o Antigo e o Novo Testamento,
chamando ao arrependimento e preparando o caminho para João Batista e Cristo.
Propósito
O
propósito principal é repreender o povo e os sacerdotes por sua hipocrisia
religiosa, negligência no culto, casamentos mistos, divórcio e roubo de dízimos,
exortando ao retorno sincero à aliança e anunciando a vinda do mensageiro e do
Senhor. De acordo com a Bíblia de Estudo Dakes, o livro enfatiza fidelidade na
aliança, advertindo que Deus não aceita culto vazio. A Bíblia de Estudo
Aplicação Pessoal aplica isso a práticas espirituais modernas, incentivando
generosidade e integridade. O Comentário Bíblico Beacon destaca o chamado
pentecostal para renovação do coração. Matthew Henry, em seu Comentário, foca
na aplicação devocional: Malaquias revela Deus exigindo sinceridade,
tipificando o julgamento final. Champlin, no Comentário Bíblico Exaustivo, nota
o propósito teológico de fechar o período profético com esperança messiânica.
Bruce, no Comentário Bíblico NVI, enfatiza crítica à formalidade religiosa.
Data e Local
Datado de
aproximadamente 450-430 a.C., após a reforma de Esdras e Neemias, escrito em Jerusalém,
Judá, durante o domínio persa. A Bíblia de Estudo Dakes situa o ministério após
Ageu e Zacarias, no contexto de desânimo pós-reconstrução do templo. A Bíblia
de Estudo de Genebra confirma o século V a.C., em Jerusalém. Champlin sugere influência
de tradições pós-exílicas, em período de estagnação espiritual. O Dicionário da
Bíblia de Davis detalha Jerusalém como centro.
Autor
Malaquias,
cujo nome significa "meu mensageiro" (Ml 1:1). A Bíblia de Estudo
Dakes confirma Malaquias como autor inspirado, possivelmente pseudônimo
profético. A Bíblia de Estudo de Genebra reforça Malaquias. Henry o vê como
último profeta do AT. Champlin discute possível anonimato, mas mantém tradição.
O Comentário Bíblico Beacon e Bruce concordam, destacando estilo dialogal.
Tema
O tema
central é a fidelidade à aliança: Deus ama Israel mas condena hipocrisia,
prometendo purificação e o dia do Senhor. A Bíblia de Estudo Dakes enfatiza
profecias messiânicas (Ml 3:1; 4:5-6). A Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal
aplica à sinceridade no culto. A Bíblia de Estudo de Genebra foca na soberania.
Henry vê graça na promessa de Elias, apontando para João Batista. Champlin
explora temas de juízo e restauração. Bruce destaca transição para o NT.
Destinatário
Primariamente
os judeus pós-exílio, incluindo sacerdotes e povo, para corrigir apatia
espiritual. Como na Bíblia de Estudo de Genebra, lição para gerações. O
Comentário Bíblico Beacon estende a crentes para culto sincero. Henry aplica a
cristãos como advertência contra formalismo.
Versículos-chave
- Malaquias
3:1: "Eis que eu envio o meu mensageiro... o Senhor a quem vós
buscais virá ao seu templo" – Precursor e Messias (Dakes e Champlin).
- Malaquias
3:10: "Trazei todos os dízimos... e provai-me nisso" – Bênçãos
(Aplicação Pessoal e Genebra).
- Malaquias
4:2: "Mas para vós que temeis o meu nome nascerá o sol da
justiça" – Cura messiânica (Henry e Bruce).
- Malaquias
2:16: "O Senhor odeia o repúdio" – Fidelidade conjugal (Beacon e
Davis).
- Malaquias
3:6: "Eu, o Senhor, não mudo" (Dakes).
Pessoas-chave
Malaquias
(profeta), povo de Judá (acusado), sacerdotes (corruptos), mensageiro (João
Batista), Elias (precursor), Messias (prometido). Dakes destaca Malaquias como
fechador profético.
Lugares-chave
Jerusalém
(templo), Judá (província persa), altar do Senhor. Davis fornece contextos,
Bruce discute simbolismo.
Estatísticas
Baseado
na Bíblia de Estudo Dakes. Malaquias contém 4 capítulos, 55 versículos, aproximadamente
1.781 palavras, 10 perguntas, 5 profecias messiânicas, 10 mensagens de Deus, 15
comandos, 5 promessas.
Estrutura
Dividido
em seis oráculos dialogais: Amor de Deus por Israel (1:1-5), Corrupção sacerdotal
(1:6-2:9), Infidelidade conjugal (2:10-16), Roubo de dízimos (2:17-3:12), Dia
do Senhor (3:13-4:3), Precursor e juízo final (4:4-6). Dakes delineia progressão
de repreensão a esperança. A Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal descreve
formato de diálogo. Champlin destaca unidade, Henry aplica moralmente, Bruce
nota ciclos de acusação e promessa.
Referências
BÍBLIA DE ESTUDO APLICAÇÃO PESSOAL. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.
BÍBLIA DE ESTUDO DE GENEBRA. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil,
1999.
BRUCE, Frederick Fyvie. Comentário Bíblico NVI: Antigo e Novo
Testamento. São Paulo: Ed. Vida, 2008.
CHAMPLIN, Russell Norman. Comentário Bíblico Exaustivo. São Paulo:
Hagnos, [s.d.].
Comentário Bíblico Beacon. [s.l.: s.n.], [s.d.].
DAVIS, John D. Dicionário da Bíblia. Tradução do Rev. J. R. Carvalho
Braga. 16ª Edição. Editora Juerb, [s.d.].
HENRY, Matthew. Comentário Bíblico Matthew Henry. Título original em
inglês: Matthew Henry’s Commentary. Tradução: Degmar Ribas Junior. 4ª ed. Rio
de Janeiro: CPAD, 2008.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Compartilhe este conteúdo com os seus amigos