Propósito
O propósito principal da Segunda Epístola aos Coríntios
é defender o apostolado de Paulo contra falsos apóstolos que questionavam sua
autoridade, integridade e motivações, enquanto expressa alegria pelo arrependimento
da igreja após a primeira carta. Paulo aborda aflições pessoais, promove a
reconciliação, exorta ao perdão de um membro disciplinado (incestuoso da
primeira epístola), incentiva a coleta de ofertas para os pobres da Judeia e
enfatiza o consolo divino em meio ao sofrimento. A carta visa reconquistar a
lealdade dos coríntios ao evangelho genuíno, confrontando aceitação de falsos
mestres e promovendo unidade, pureza e generosidade. Expandindo com fontes, a
Bíblia de Estudo Genebra destaca o foco em transformar sofrimento em júbilo e
fraqueza em força, enquanto Champlin, em seu comentário, enfatiza a defesa do
ministério da reconciliação e a superioridade da nova aliança, purificando a
igreja de hipocrisia e mundanismo. A Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal CPAD
aplica isso à vida prática, promovendo exame próprio e obediência, e a Bíblia
de Estudo Dakes reforça o chamado à separação de jugos desiguais com incrédulos
para santidade.
Data
A epístola foi escrita por volta de 55-56 d.C.,
durante a terceira viagem missionária de Paulo, na Macedônia (2 Co 2:13; 7:5;
9:2), após uma visita dolorosa a Corinto e o relatório otimista de Tito. Essa
data segue a Primeira Epístola aos Coríntios (escrita em Éfeso) e precede
Romanos, alinhando-se com Atos 20:1-3. Fontes como a Bíblia de Estudo Dakes e
GotQuestions.org confirmam 56 d.C., enquanto Champlin sugere o final de 55
d.C., considerando o inverno de 56/57 em Corinto para supervisão da coleta. A
Bíblia de Estudo Genebra enfatiza o contexto pós-perseguições sob Cláudio, e
perspectivas acadêmicas variam ligeiramente para 55-57 d.C., baseado em
referências à oferta para Jerusalém (Rm 15:25-27).
Autor
O autor é o apóstolo Paulo, com Timóteo como
co-remetente (2 Co 1:1). Paulo, convertido no caminho para Damasco (At 9),
apresenta-se como apóstolo pela vontade de Deus, ministro da nova aliança e
reconciliação. A tradição patrística (Ireneu, Clemente de Alexandria) e
evidências internas confirmam sua autoria, tornando esta a epístola mais
pessoal e autobiográfica. Champlin, em seu comentário, destaca Paulo como pai
espiritual da igreja (1 Co 4:15), revelando lutas e visões, enquanto a Bíblia
de Estudo Aplicação Pessoal CPAD enfatiza sua autoridade para confrontar falsos
obreiros. A Bíblia de Estudo Genebra rejeita pseudepigrafia, citando estilo
paulino dialético e teológico.
Tema
O tema principal é o triunfo de um homem de Deus
em dificuldades, com consolo divino transformando sofrimento em júbilo,
fraqueza em força e derrota em vitória. Paulo defende seu apostolado, enfatiza
a superioridade da nova aliança (escrita no coração pelo Espírito), o
ministério da reconciliação e a graça suficiente (2 Co 12:9). Expandindo,
Champlin destaca paradoxos da vida cristã (2 Co 6:8-10) e a glória de Cristo na
fraqueza, enquanto a Bíblia de Estudo Genebra vê a epístola como culminação das
interações de Paulo com Corinto, promovendo generosidade e unidade. A Bíblia de
Estudo Dakes reforça temas de reconciliação (2 Co 5:18-21) e exame próprio (2
Co 13:5), contrastando evangelho genuíno com adulterado.
Destinatário
A carta é dirigida à igreja de Deus em Corinto e
a todos os santos na Acaia (2 Co 1:1), uma comunidade mista de judeus e
gentios, influenciada pela imoralidade portuária de Corinto. Enfrentavam
divisões, aceitação de falsos apóstolos e necessidade de arrependimento.
Champlin descreve-os como problemáticos, necessitando de exortação à pureza,
enquanto a Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal CPAD enfatiza sua diversidade
social e cultural na Grécia sul.
Versículos-chave
- 2 Co 1:3-4:
Deus de toda consolação.
- 2 Co
5:17-21: Nova criatura e reconciliação.
- 2 Co
6:14-7:1: Não jugo desigual.
- 2 Co 8:9:
Cristo se fez pobre.
- 2 Co
12:9-10: Graça basta na fraqueza.
- 2 Co 13:5:
Examinai-vos.
Pessoa
Chave
Paulo (autor e defensor), Tito (mensageiro),
Timóteo (co-remetente), falsos apóstolos (opositores), Moisés (contraste),
Cristo (central), crentes macedônios (exemplos).
Lugares-chave
Corinto (igreja principal), Macedônia (redação),
Trôade (espera por Tito), Éfeso (aflições), Ásia (tribulações), Damasco
(conversão), Judéia (oferta).
Estatísticas
O 47° livro da Bíblia possui 13 capítulos e um
total de 257 versículos, abordando diversas temáticas religiosas e históricas.
Neste livro, encontramos 29 perguntas que muitas vezes provocam reflexões profundas
sobre a fé e a vida. Além disso, há 4 profecias do Antigo Testamento, que
ilustram o cumprimento das promessas divinas ao longo da história. O texto se
expande com 4 novas profecias, evidenciando a continuidade da revelação. Dos
257 versículos, 249 versículos narram histórias que enriquecem o entendimento e
a espiritualidade dos leitores. Adicionalmente, estão presentes 4 versículos
que abordam profecias não cumpridas e 4 que falam sobre profecias já cumpridas,
ressaltando o papel das promessas divinas na narrativa bíblica.
Estrutura
- Mudança de
planos e consolo (1-2).
- Ministério
glorioso da nova aliança (3-7).
- Coleta para
Judéia (8-9).
- Defesa
contra falsos apóstolos (10-13). Champlin divide em defesa apostólica, reconciliação
e generosidade, enquanto a Bíblia de Estudo Genebra vê progressão de
consolo para exortação.
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