É o primeiro livro do Novo Testamento e um dos quatro evangelhos canônicos. Ele apresenta Jesus Cristo como o Messias prometido nas Escrituras do Antigo Testamento, o Rei que cumpre as profecias e inaugura o Reino dos Céus. Com uma estrutura pedagógica organizada em torno de cinco grandes discursos (paralelizando o Pentateuco), Mateus combina narrativas da vida de Jesus com ensinamentos extensos, enfatizando o cumprimento da Lei e dos Profetas. Este evangelho serve como ponte entre o Antigo e o Novo Testamento, destacando Jesus como o novo Moisés que traz uma justiça superior. Integrando a tradição da Bíblia Dakes com análises de comentários como Champlin, Beacon, Henry e outros, esta introdução oferece uma visão ampla, incorporando perspectivas históricas, teológicas e contextuais.
Propósito
O propósito principal é demonstrar que Jesus é o
Messias prometido, o cumprimento das profecias do Antigo Testamento, e
estabelecer os princípios do Reino dos Céus para uma comunidade de cristãos de
origem judaica. Mateus visa encorajar os leitores a reconhecerem Jesus como o
Rei davídico e a viverem segundo os ensinamentos éticos do evangelho,
combatendo o legalismo farisaico e promovendo a missão universal. A Bíblia de
Estudo Aplicação Pessoal destaca que Mateus mostra Jesus como o cumprimento da
Lei e dos Profetas (Mt 5:17), enquanto Champlin enfatiza a defesa da autoridade
de Jesus contra oposições judaicas. No Comentário Bíblico Beacon, o propósito é
revelar Jesus como o Messias que inaugura uma nova era de salvação, com foco na
justiça superior. Henry ressalta a preparação dos judeus para a inclusão dos
gentios na igreja.
Data e
Local
A data tradicional da Bíblia Dakes é 37 d.C. na Judeia,
mas a maioria dos estudiosos modernos, incluindo Champlin e Beacon, data-o
entre 80-90 d.C. (ou 70-85 d.C.), após a destruição do Templo em 70 d.C., com
base na dependência de Marcos e alusões a eventos pós-70 (ex.: Mt 22:7;
24:1-2). O local provável é Antioquia da Síria, uma comunidade mista de judeus
e gentios, conforme sugerido pela Bíblia de Estudo de Genebra e Henry. Bruce
(Comentário NVI) apoia uma composição em contexto helenizado, possivelmente na
Síria ou Palestina.
Autor
Atribuído a Mateus (Levi), o publicano e apóstolo
(Mt 9:9; 10:3), filho de Alfeu. A tradição patrística (Papias, Ireneu) confirma
a autoria apostólica, sugerindo que escreveu inicialmente em hebraico/aramaico
para judeus. Champlin e Beacon aceitam Mateus como autor, destacando seu
interesse em detalhes contábeis e cumprimento profético. Estudos modernos (como
em Brown e Coenen) veem o autor como um cristão judeu culto, possivelmente anônimo,
que compilou fontes (Marcos, Q e material exclusivo). Henry enfatiza a
transformação de Mateus de cobrador de impostos para testemunha ocular.
Tema
Jesus Cristo como o Rei de Jeová e Messias que
cumpre as profecias do Antigo Testamento (mais de 60 citações, com fórmulas
como "para que se cumprisse"). O Reino dos Céus (expressão usada 32 vezes)
é apresentado como presente e futuro, com ênfase na justiça, misericórdia e
discipulado. Champlin vê como teologia do cumprimento messiânico; Beacon
destaca Jesus como novo Moisés; Henry enfatiza a obediência à Lei
reinterpretada por Cristo.
Destinatário
Principalmente cristãos de origem judaica em uma
comunidade como Antioquia da Síria, enfrentando tensões com o judaísmo rabínico
pós-70 d.C. Mateus explica menos costumes judaicos, assumindo familiaridade,
mas convida à missão universal (Mt 28:19). A Bíblia de Estudo de Genebra e
Champlin notam o foco em judeus convertidos, com inclusão de gentios.
Versículos-chave
- Mt 1:23:
"Emanuel" (Deus conosco).
- Mt 5:17:
"Não vim revogar a Lei ou os Profetas; vim cumprir".
- Mt 16:18:
"Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja".
- Mt
28:18-20: Grande Comissão. Esses versos, destacados na Dakes e Henry,
resumem a identidade messiânica e missão.
Pessoas
chave
- Jesus
Cristo: Protagonista.
- Mateus
(Levi): Autor e apóstolo.
- José e
Maria: Pais terrenos.
- João
Batista: Precursor.
- Pedro:
Líder apostólico.
- Fariseus e
escribas: Opositores. Henry e Beacon destacam Jesus como figura central,
com paralelos a Moisés.
Lugares-chave
- Belém:
Nascimento.
- Nazaré:
Infância.
- Jerusalém:
Templo, paixão.
- Galileia:
Ministério principal.
- Egito:
Fuga. Champlin e Genebra enfatizam o contexto palestino e judeu.
Estatísticas
O 40º
livro da Bíblia é o Evangelho de Mateus, que contém 28 capítulos e um total de
1.071 versículos. Este evangelho é notável por incluir 177 perguntas e 25
profecias do Antigo Testamento, além de 47 novas profecias. Entre seus
versículos, 815 são relacionados a histórias, enquanto 256 versículos abordam
profecias, das quais 164 ainda não foram cumpridas e 92 já se realizaram.
Mateus apresenta 2 mensagens distintas de Deus, encontradas em Mateus 3.17 e
17.5. Um aspecto marcante deste evangelho é que ele cita extensivamente o
Antigo Testamento, fazendo mais de 60 referências, muitas vezes utilizando
fórmulas de cumprimento para destacar a realização das profecias. Isso
evidencia a intenção de Mateus em conectar a nova mensagem de Jesus às
Escrituras judaicas, reforçando a continuidade e a validade da fé cristã a
partir de suas raízes hebraicas.
Estrutura
Mateus organiza o material em cinco grandes discursos
(modelo de B.W. Bacon e Champlin), paralelizando o Pentateuco, com narrativas
intercaladas:
- Prólogo:
Genealogia e infância (caps. 1-2).
- 1º: Sermão
da Montanha (5-7).
- 2º:
Discurso Missionário (10).
- 3º:
Discurso das Parábolas (13).
- 4º:
Discurso sobre a Igreja (18).
- 5º:
Discurso Escatológico (24-25).
- Paixão,
morte e ressurreição (26-28). Beacon e Henry destacam a divisão
doutrinária (1-11) e prática (12-28).
Essa introdução ampliada combina a fonte Dakes
com perspectivas acadêmicas e teológicas, destacando Mateus como evangelho
catequético que convida à fé em Jesus como Messias e ao discipulado ético.
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