O Livro de Romanos é a epístola mais longa e teológica
do Novo Testamento, considerada por muitos como o tratado doutrinário mais
completo da Bíblia. Escrito pelo apóstolo Paulo, ele apresenta uma exposição
sistemática da doutrina cristã, enfatizando a justificação pela fé, a graça de
Deus e a transformação ética do crente. Como o 45º livro da Bíblia, Romanos
serve como uma ponte entre o evangelho e as implicações práticas da salvação,
influenciando teólogos ao longo da história, como Agostinho, Lutero e Wesley.
Integrando a tradição da Bíblia Dakes com perspectivas de comentários como
Champlin, Beacon e Henry, esta introdução expande o conteúdo para oferecer uma
visão ampla, incorporando análises históricas, teológicas e contextuais de
fontes adicionais.
Propósito
O propósito principal de Romanos é apresentar a
doutrina da salvação pela fé em Jesus Cristo, explicando que todos os humanos —
judeus e gentios — são pecadores e precisam da graça de Deus para a
justificação. Paulo visa preparar os cristãos romanos para sua visita,
defendendo sua autoridade apostólica e combatendo heresias como o legalismo
judaico. Segundo a Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal, o livro sintetiza a
mensagem de Paulo, destacando a justiça de Deus revelada no evangelho (Rm
1:16-17). Champlin enfatiza que Romanos é uma teologia sistemática, abordando o
pecado universal, a expiação e a santificação, com aplicações éticas para a
vida cotidiana. No Beacon, o propósito é revelar a adequação da vontade de Deus
para a humanidade, comunicando o conhecimento da Palavra para iluminar a igreja
primitiva. Expandindo com Henry, o livro orienta os cristãos em Roma sobre a
doutrina da graça contra o pecado, promovendo unidade entre judeus e gentios na
igreja. Fontes como o Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal veem
Romanos como uma explicação clara de versículos, respondendo a questões comuns
e mostrando conexões bíblicas para aplicação pessoal.
Data e
Local
A data tradicional é por volta de 57-58 d.C.,
durante a terceira viagem missionária de Paulo, provavelmente escrita em
Corinto, na Grécia, enquanto ele se preparava para ir a Jerusalém (Rm
15:25-26). A Bíblia Dakes e a Genebra apoiam essa datação, com Paulo usando
Tércio como escriba (Rm 16:22). Champlin sugere 56-57 d.C., baseado em
referências a eventos como a coleta para os pobres em Jerusalém. Estudos
modernos, como na Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal, confirmam o local em
Corinto, durante a estada com Gaio (Rm 16:23; 1 Co 1:14). Henry e Beacon concordam,
notando que a ausência de referências à perseguição neroniana (64 d.C.) apoia
uma data anterior.
Autor
O autor é o apóstolo Paulo (Rm 1:1), um fariseu
convertido (At 9), que escreveu com a ajuda de Tércio. A Bíblia Dakes e Genebra
confirmam sua autoria, destacando sua formação rabínica e cidadania romana.
Champlin descreve Paulo como teólogo sistemático, influenciado por sua visão de
Cristo. No Beacon, Paulo é visto como o principal propagador do evangelho aos
gentios. Henry enfatiza sua transformação de perseguidor a apóstolo, com
Romanos refletindo sua maturidade teológica.
Tema
O tema central é a justiça de Deus revelada no
evangelho, abrangendo o pecado universal (Rm 1-3), justificação pela fé (Rm
4-5), santificação (Rm 6-8) e soberania divina (Rm 9-11), com aplicações práticas
(Rm 12-16). A Bíblia Dakes destaca Romanos como o livro que mais menciona o
Antigo Testamento. Champlin vê como teologia da salvação, combatendo legalismo.
A Aplicação Pessoal enfatiza a graça sobre a lei, com conexões bíblicas. Beacon
e Henry destacam a expiação e a vida transformada pelo Espírito.
Destinatário
Destinado aos cristãos em Roma, uma igreja mista
de judeus e gentios, possivelmente fundada por convertidos do Pentecostes (At
2:10). Paulo escreve para uni-los e prepará-los para sua visita. A Genebra e
Aplicação Pessoal notam o contexto de uma capital imperial com tensões étnicas.
Champlin menciona a influência de Priscila e Áquila (Rm 16:3).
Versículos-chave
- Rm 1:16-17:
O evangelho como poder de Deus para salvação.
- Rm 3:23:
Todos pecaram.
- Rm 5:8:
Cristo morreu por nós pecadores.
- Rm 6:23:
Salário do pecado é a morte, dom de Deus é a vida eterna.
- Rm 8:28:
Todas as coisas cooperam para o bem.
- Rm 12:1-2:
Sacrifício vivo e transformação pela renovação da mente. Esses versos, destacados
na Dakes e Henry, resumem a doutrina central.
Pessoas
Chave
- Paulo:
Autor e apóstolo.
- Tércio:
Escriba.
- Febe:
Portadora da carta (Rm 16:1-2).
- Priscila e
Áquila: Colaboradores.
- Gaio:
Anfitrião. Henry e Beacon enfatizam Paulo como figura central, com menções
a 27 indivíduos em Rm 16.
Lugares-chave
- Roma:
Destino principal.
- Corinto:
Local de redação.
- Jerusalém:
Referência à coleta (Rm 15:25).
- Espanha:
Plano futuro (Rm 15:24). Champlin e Genebra destacam o contexto imperial romano.
Estatísticas
O livro de Romanos, o 45º da Bíblia, é uma obra
rica e complexa que consiste em 16 capítulos e 433 versículos. Uma das suas
características marcantes é a inclusão de 87 perguntas, que estimulam a
reflexão e a introspecção do leitor. Além disso, o livro se destaca por
mencionar o Antigo Testamento (AT) em 19 profecias, sendo este o livro que mais
faz referências ao AT dentro do Novo Testamento.
Romanos, também apresenta novas profecias, junto
com uma extensa narrativa histórica, contabilizando 388 versículos dedicados à
descrição de eventos e ensinamentos fundamentais. O livro trata, ainda, de 29
versículos que abordam profecias que se cumpriram, além de 16 que falam sobre
profecias que ainda não se concretizaram, revelando assim a continuidade da
mensagem divina por meio das gerações.
Com aproximadamente 9.500 palavras, Romanos é uma
exposição teológica que não apenas instrui, mas também desafia os leitores a
compreenderem sua fé. Em particular, a seção de Romanos 7:7-25 é frequentemente
citada como uma porção-chave do texto, onde Paulo discute a luta interna contra
o pecado, oferecendo uma visão profunda da condição humana e da necessidade da
graça divina. Essa batalha interna que todos enfrentamos faz de Romanos um
livro extremamente relevante e prático para aqueles que buscam compreender
melhor sua própria jornada espiritual.
Estrutura
- Introdução
(Rm 1:1-17): Saudação e tema do evangelho.
- Pecado
universal (Rm 1:18-3:20).
- Justificação
pela fé (Rm 3:21-5:21).
- Santificação
(Rm 6-8).
- Israel na
salvação (Rm 9-11).
- Aplicações
práticas (Rm 12-15).
- Conclusão
(Rm 16). Estrutura dividida em doutrinária (1-11) e prática (12-16), como
em Beacon e Henry.
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