COMO JUDAS MORREU E O CAMPO FOI COMPRADO POR QUEM?

 1. O CAMPO FOI COMPRADO POR QUEM? 

De acordo com Brauch (1984, pp. 434,435), no livro "PALAVRAS DIFÍCEIS DA BÍBLIA", a narrativa da morte de Judas por Lucas é bastante detalhada e sangrenta. No entanto, surge um problema quando comparamos Atos 01:18 com o relato de Mateus, que aparentemente apresenta uma história diferente. Em Mateus, é relatado que Judas jogou o dinheiro no templo, enforcou-se e os principais sacerdotes usaram o dinheiro para comprar o campo do oleiro, destinado à sepultura dos estrangeiros (Mt 27:5). Esses dois relatos não são contraditórios?

    É evidente que Mateus e Lucas abordam o incidente com diferentes preocupações. Mateus destaca a compra do campo, interpretando-a como um cumprimento das Escrituras. Ele faz uma conexão entre Zacarias 11:12-13 (as trinta moedas de prata e o Oleiro) e Jeremias 32:6-12 (a compra de um campo), possivelmente também fazendo referência a Jeremias 18:1-4 (a visita à casa do oleiro), e atribui todas essas referências a Jeremias (ver comentário em Mt 27:9-10).

    Por outro lado, Lucas está mais interessado em mostrar que Judas teve um destino trágico e merecido, uma morte horrível. Essa ênfase é semelhante a outra narrativa em Atos 12:21-24, onde o autor descreve a morte de Herodes Agripa I. Em vez de enfatizar a compra do campo, que poderia ser vista como uma recompensa, especialmente para os judeus, para quem a posse de terras na Palestina era importante, Lucas foca na maneira terrível como Judas encontrou seu fim no campo. 

    Ambos os autores buscam destacar o significado do campo sendo chamado de "O Campo de Sangue", embora atribuam razões diferentes para esse título. Em Atos, parece haver uma conexão entre o nome e o sangue derramado de Judas em sua morte, enquanto Mateus relaciona o nome ao fato de que o campo foi adquirido com o dinheiro do sangue pago por Judas. Essa dualidade de significados não é surpreendente, pois o mesmo nome pode ter diferentes conotações para pessoas diferentes.

    Uma análise mais detalhada das duas narrativas revela lacunas que levantam dúvidas sobre os eventos. No entanto, as contas não são necessariamente contraditórias. Em Atos, o foco está na associação do dinheiro de Judas com a compra do campo e a consequente atribuição do título "Campo de Sangue". Se os principais sacerdotes de fato compraram o campo, talvez em algum momento após a morte de Judas, não seria uma preocupação detalhada para o autor. O ponto principal era que o dinheiro de Judas foi utilizado para adquirir o campo, resultando no título significativo.

    Além disso, outra razão possível para o nome, que também é destacada em Atos, pode ser o estado horrível em que o corpo de Judas foi encontrado após sua morte. Seus intestinos derramados e a subsequente desfiguração de seu corpo, possivelmente sendo parcialmente devorado por animais, eram considerados horríveis para os judeus, que valorizavam um enterro adequado. Na visão deles, formas de execução que não desfiguravam o corpo externamente eram preferíveis às que causavam desfiguração, como o apedrejamento, considerado a pior forma de execução. Assim, o nome "Campo de Sangue" também pode ter sido uma referência a essa brutalidade associada à morte de Judas. (Brauch, 1984, pp. 434,435)

Temos também uma esplicação sobre esse assulto e bate com o de Brauch no livro de EW Bullinger: O Companheiro da Bíblia.

Com base na análise de EW Bullinger: O Companheiro da Bíblia, Apêndice 161, examinamos a compra do "campo do oleiro", como descrito nos registros de Mateus e Atos. Esses registros apresentam eventos relacionados à traição de Judas e à subsequente compra de um campo que ficou conhecido como "Campo de Sangue".

    No relato de Mateus (Mateus 27:3-8), após a traição de Jesus por Judas e sua subsequente condenação, Judas devolve as trinta moedas de prata aos anciãos, reconhecendo seu pecado ao trair o sangue inocente. Os anciãos decidem usar o dinheiro para comprar o campo do oleiro, que seria usado como cemitério para estrangeiros. Esse campo recebe o nome de "Campo de Sangue" devido à associação com o preço do sangue de Jesus.

    Em Atos (Atos 1:15-19), Pedro, falando aos discípulos reunidos, refere-se à profecia de Davi sobre Judas e sua participação na traição de Jesus. Ele menciona que Judas adquiriu um campo com o dinheiro obtido de sua iniquidade e, ao cair, suas entranhas se derramaram, tornando-se conhecido como "Acéldama" ou "Campo de Sangue".

     Para a maioria das pessoas, os pedaços de terra mencionados em Mateus 27 e Atos 1 são considerados os mesmos, e o "salário da iniqüidade" em Atos 1:18 é entendido como as trinta moedas de prata mencionadas em Mateus 27:3-5. No entanto, há razões para acreditar que isso não seja correto:

1. Compradores Diferentes:

Os compradores do terreno mencionado em Mateus 27 eram os príncipes dos sacerdotes, enquanto o terreno mencionado em Atos 1 foi comprado por Judas.

2. Dinheiro Diferente:

    O dinheiro usado para comprar os terrenos foi diferente. Em Mateus 27, o terreno foi comprado com as trinta moedas de prata que Judas jogou no templo, enquanto em Atos 1, o "salário da iniqüidade" usado por Judas para comprar o terreno não poderia ter sido essas moedas, já que ele as jogou no templo e não poderia usá-las novamente.

    Quanto à identidade e origem do "salário da iniqüidade", a frase indica dinheiro obtido de forma desonesta. Em II Pedro 2:15, as mesmas palavras gregas são traduzidas como "salário da injustiça", referindo-se ao dinheiro que Balaão recebeu por desobedecer a Deus. No caso de Judas, João 12:6 revela que ele era um ladrão que roubava da bolsa de dinheiro. Portanto, é provável que o "salário da iniqüidade" mencionado em Atos 1:18 fosse o dinheiro roubado da bolsa de dinheiro, usado por Judas para comprar o terreno.

3. Diferentes vocábulos em grego:

    Outro ponto que evidencia que os dois pedaços de terra não são os mesmos é o uso de palavras gregas diferentes para cada um deles. Infelizmente, essa distinção é muitas vezes perdida em traduções que utilizam a mesma expressão "campo de sangue" para ambos. No entanto, o texto grego destaca que apenas o terreno mencionado em Mateus poderia ser descrito como um "agros", que significa "campo".

    Por outro lado, a palavra grega usada em Atos 1:19 é "chorion", que significa "um lugar particular, propriedade fundiária, propriedade". Assim, enquanto os sacerdotes compraram um "agros", um campo, Judas adquiriu um "chorion", uma propriedade. Seguindo o texto grego, o terreno adquirido pelos sacerdotes foi chamado de "agros de sangue", enquanto o adquirido por Judas foi chamado de "chorion de sangue".

4. Motivos distintos para os seus nomes:

    Além disso, os dois terrenos receberam seus nomes por razões diferentes. O "agros de sangue" comprado pelos sacerdotes recebeu esse nome porque foi adquirido com o "preço de sangue", ou seja, as trinta moedas de prata pagas pela traição de Jesus. Já o "chorion de sangue" comprado por Judas recebeu esse nome porque foi o local de seu suicídio.

 5. Conclusão:

  Portanto, com base nessas evidências, fica claro que Atos 1:15-20 e Mateus 27:3-8 se referem a dois terrenos distintos.

O relato em Mateus 27 descreve a compra de um campo, chamado de "agros", pelos sacerdotes com as trinta moedas de prata que Judas devolveu. Esse campo ficou conhecido como "agros de sangue" devido ao fato de ter sido adquirido com o "preço de sangue", as trinta moedas de prata pagas pela traição de Jesus.

    Por outro lado, Atos 1 fala sobre uma propriedade, um terreno específico, chamado de "chorion", que foi comprado por Judas com o "salário da iniqüidade", ou seja, dinheiro obtido de forma desonesta, provavelmente roubado da bolsa de dinheiro dos discípulos. Esse terreno foi denominado "chorion de sangue" devido ao fato de Judas ter cometido suicídio lá.

    Essa distinção entre um campo e uma propriedade particular, além das diferentes origens do dinheiro utilizado para a compra, esclarece que os eventos descritos em Mateus 27 e Atos 1 referem-se a locais diferentes. Enquanto o "agros de sangue" está associado à traição de Judas e à compra pelo sumo sacerdote, o "chorion de sangue" está ligado ao suicídio de Judas e à sua aquisição desonesta do terreno. (Bullinger, 1994. Apêndice 161). 

    Outro ponto a se analisar é que “os principais sacerdotes” (Mt 27,6) “compraram um campo que passaria a ser um cemitério de forasteiros” (Mt 27.7), já em atos, “deserto sua morada” (At 1.20), cumprindo assim o livro dos Salmos 69,25; 109.8. E Mateus relata que se cumpre o que foi dito por  Jeremias, um cumprimento das Escrituras. Ele faz uma conexão entre Zacarias 11:12-13 (as trinta moedas de prata e o Oleiro) e Jeremias 32:6-12 (a compra de um campo), possivelmente também fazendo referência a Jeremias 18:1-4 (a visita à casa do oleiro), e atribui todas essas referências a Jeremias.

2. COMO  JUDAS MORREU

Champlin no seu Comentário do Novo Testamento interpretado, no Volume III, traz o sequente:

A morte trágica de Judas Iscariotes gerou um grande interesse, levando à criação de várias versões sobre a sua morte. No entanto, existem principalmente três tradições diferentes sobre a forma como ele faleceu.

1. A narrativa do livro de Atos sugere que a morte de Judas Iscariotes foi violenta, causada por uma queda incontrolável, possivelmente de um precipício.

2. Existe também a história de Mat. 27:3-10, que relata que Judas Iscariotes se enforcou.

3.  Da mesma forma, existe uma história preservada por Papias, discípulo do apóstolo João (ou do "presbítero"), que relata que Judas Iscariotes foi atacado por uma doença repugnante que causou um inchaço excessivo em seu corpo. Enquanto ele estava nessas condições físicas, foi esmagado por uma carroça em um local de passagem estreita, onde normalmente teria passado com sucesso se não estivesse tão inchado. Alguns intérpretes sugerem que essa história preservada por Papias é, na verdade, a mesma que é contada nas páginas do livro de Atos. A tradução que aparece como "... precipitando-se..." (comum a todas as traduções) pode, na verdade, ser a tradução de um termo médico obscuro (no grego, prestheis), que indicava um inchaço excessivo. Essa teoria é exposta no livro "The Beginnings of Christianity", editado por F.J. Foakes Jackson e Kirsopp Lake: Londres: The Macmillan Co., 1933, V, págs. 22-30.

Diferentes abordagens interpretativas: Este mesmo autor acrescenta: Para além das ideias acima mencionadas, surgiram várias outras interpretações, algumas delas de caráter apócrifo, outras como variações das tradições já existentes. Alguns intérpretes afirmam que as palavras "foi enforcar-se", na passagem de Mateus 27:5, deveriam, na realidade, ser traduzidas como "sufocou-se", deixando assim em aberto o modo real da sua morte. Outros estudiosos pensam que estas palavras significam que ele foi consumido pelo remorso da consciência. Provavelmente, estas explicações surgiram na tentativa de conciliar a narrativa do livro de Atos com o relato do evangelho de Mateus, uma vez que, através destas interpretações, nenhum modo específico de morte pode ser atribuído à narrativa de Mateus. No entanto, tais tentativas não são bem fundamentadas e não têm sido bem recebidas pelos estudiosos em geral.

Uma outra tentativa de conciliação entre estas duas narrativas é a que sugere que os relatos do evangelho de Mateus e do livro de Atos são descrições de diferentes fases da morte de Judas Iscariotes. A teoria propõe que Judas se enforcou com uma corda ou em um galho que se quebrou, fazendo com que ele caísse e resultando nas condições descritas em Atos. Esta interpretação tem sido satisfatória para alguns estudiosos, mas outros a consideram apenas uma tentativa de harmonizar os relatos bíblicos a qualquer custo, mesmo que isso comprometa a honestidade.

CONCLUSÃO:

É correto afirmar que o problema permaneceu praticamente sem solução nos tempos antigos; e para muitos intérpretes, é nesse ponto de insolubilidade que o problema se encontra até hoje. No entanto, todas as narrativas, incluindo as lendárias, concordam que Judas Iscariotes sofreu alguma forma de morte violenta e horrenda. Isso parece apropriado, considerando o seu crime inominável, que sem dúvida foi paralelo ao horror de sua morte. Tanto o evangelho de Mateus como a narrativa de Lucas no livro de Atos, veem nisso o cumprimento de profecias bíblicas relacionadas ao traidor de Cristo. (CHAMPLIN, 2014, p. 36).

    

Obras Citadas

Brauch, W. C. (1984). PALAVRAS DIFÍCEIS DA BÍBLIA. Sociedade Bíblica Internacional.

Bullinger, E. (1994). O Companheiro da Bíblia. Kregel Publications em Michigan, EUA, .

CHAMPLIN, R. N. (2014). Comentário do Novo Testamento interpretado ver, por ver (Vol. III). Hagnos.


EXPLICADO 1 CORÍNTIOS 15.5

 Se Judas Iscariotes se suicidou antes da morte e ressurreição de Jesus (Mt 27.5) e Matias tomou o seu lugar como apóstolo, como é explicado em 1 Coríntios 15.5

    A expressão "os doze" refere-se ao colegiado inicial formado por Jesus, composto pelos doze homens que ele escolheu entre seus discípulos. Apesar de Judas Iscariotes ter cometido suicídio antes da morte e ressurreição de Jesus, a posição de Matias no grupo dos doze apóstolos parece ter sido solidificada até o ponto em que a expressão "os doze" o incluía no lugar de Judas, que já havia desaparecido há muito tempo.

    Ao mencionar que Jesus apareceu a "os doze" em 1 Coríntios 15:5, o apóstolo Paulo provavelmente estava usando uma expressão comum na época para se referir ao grupo de apóstolos, que incluía Matias como substituto de Judas. Essa inclusão de Matias no grupo é sugerida pelo fato de que a posição de Matias no colégio apostólico parece ter sido estabelecida o suficiente para que a expressão "os doze" o englobasse.

    Além disso, a ausência de qualquer menção específica sobre a substituição de Judas por Matias em 1 Coríntios 15 pode ser explicada pelo fato de que, na época em que a carta foi escrita, a inclusão de Matias entre os doze já era tão estabelecida que não necessitava de uma explicação adicional. A narrativa de Lucas em Atos 1:2 também não menciona explicitamente a substituição de Judas por Matias, sugerindo que essa transição ocorreu de forma natural e já estava bem estabelecida na comunidade cristã da época.

CASAMENTO UM PLANO DE DEUS

Texto: Gênesis 2.23-25 E disse Adão: Esta é agora osso dos meus ossos e carne da minha carne; esta será chamada varoa, porquanto do varão foi tomada. Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne. E ambos estavam nus, o homem e a sua mulher; e não se envergonhavam.

  INTRODUÇÃO

 
A instituição do casamento é uma parte fundamental do plano divino, concebido por Deus para suprir a necessidade humana de companheirismo e complementação. Segundo a narrativa bíblica, a mulher foi criada por Deus a partir de uma parte do homem, simbolizando a ideia de complementaridade entre ambos os sexos. O livro de Gênesis 2:18 expressa esse conceito ao afirmar que a mulher foi feita para ser uma companheira adequada para o homem, uma verdadeira parceira que complementa sua vida. O casamento é considerado sagrado e digno de honra, conforme ressaltado em Hebreus 13:4, onde é enfatizado que Deus julgará aqueles que violam a santidade do matrimônio.

CASAMENTO

A - Conceito: O casamento é uma parceria em que os parceiros compartilham valores semelhantes e se esforçam para se complementarem mutuamente. É mais do que uma simples união física; é uma comunhão plena entre duas pessoas. A passagem de Gênesis 2:24 destaca essa união, afirmando que o homem deixará seus pais para se unir à sua esposa, tornando-se uma só carne. A santidade do casamento é enfatizada em Efésios 5:31, que adverte contra a imoralidade e a avareza entre os crentes.

B - Origem: O primeiro casamento foi instituído por Deus no jardim do Éden, no início da criação. Ao ver o homem solitário no esplendor do Éden, Deus reconheceu que não era bom que o homem estivesse só e decidiu criar uma ajudadora adequada para ele. Assim, Ele formou a mulher e a apresentou ao homem como sua companheira. Essa união matrimonial é vista como a base da família, que é ampliada pela chegada dos filhos.

 AS BASES DO CASAMENTO (Gênesis 2.24-25)

No plano original de Deus, encontramos quatro pilares fundamentais que são essenciais para a construção de um casamento feliz. Cada um desses pilares é vital para garantir harmonia e felicidade na união matrimonial.

A primeira coluna é o "deixar" - conforme descrito em Gênesis 2.24: "Por isso, deixará o homem seu pai e sua mãe". Para que o novo relacionamento matrimonial prospere, é necessário um desprendimento emocional por parte dos cônjuges. É fundamental que tanto o homem quanto a mulher cortem os laços de dependência emocional com seus pais.

A segunda coluna é a "união" - como diz o versículo: "e se unirá à sua mulher". Aqui, a palavra "unir" denota a ideia de cimentar, indicando a natureza permanente do casamento. Os dois se tornam uma só carne, o que significa uma união indivisível, espiritual, mental, emocional e física. O casamento é concebido como uma instituição permanente aos olhos de Deus, até que a morte os separe.

A terceira coluna é "uma só carne" - esta expressão refere-se à intimidade sexual entre marido e mulher. O casamento é não apenas um compromisso legal, mas também um pacto espiritual e físico. A consumação do casamento acontece na cama, através do ato conjugal, que é reservado exclusivamente para o casal que se "deixou" e se uniu através dos laços matrimoniais sagrados.

A Bíblia descreve este ato em Gênesis 4.1: "e conheceu Adão a Eva, sua mulher". Aqui, o termo "conhecer" vai além do aspecto físico, envolvendo também aspectos emocionais, mentais e espirituais.

A quarta coluna é a "intimidade" - conforme o versículo: "E estavam ambos nus, o homem e sua mulher; e não se envergonhavam". A intimidade é a chave para um amor duradouro e verdadeiro. No entanto, antes de alcançar essa intimidade, o casal deve seguir a ordem estabelecida por Deus: "deixar", "unir-se" e "tornar-se". Essa sequência é essencial e não deve ser alterada.

 IV AS TRÊS FASES DO CASAMENTO

A - Encantamento: Na fase do encantamento, o casal experimenta uma sensação de estar nas nuvens, onde tudo é romântico, fascinante e idealizado. Existe uma adoração e admiração mútua, e o relacionamento parece perfeito.

B – Desilusão: Esta fase é uma das mais difíceis no casamento e é onde ocorrem a maioria das separações e divórcios. Durante esse período, muitos casais começam a enxergar as imperfeições que não foram percebidas durante o namoro e noivado. Surgem decepções, irritações, amarguras, cobranças, ofensas e um desconforto significativo no lar.

C – Maturidade: Os casais que conseguem alcançar esta fase são aqueles que se comprometem com os votos matrimoniais até que a morte os separe. Nesta fase, há uma consciência da realidade, as necessidades são atendidas mutuamente e existe disponibilidade para ajudar, encorajar, confortar, expressar gratidão e promover o crescimento conjunto.

Caro casal, em que fase se encontram atualmente? Talvez estejam a enfrentar um período de desilusão na vossa relação. Entretanto, é importante refletir sobre essa fase e considerar como superá-la. Sugiro que cada um de vocês, tanto como indivíduos quanto como casal, compartilhem suas perspectivas e ofereçam sugestões para lidar com os desafios presentes. Em seguida, dialoguem e trabalhem juntos para fortalecer o relacionamento e alcançar a maturidade conjugal.

V - VERDADES ACERCA DO CASAMENTO

1 - A IDEIA DE HOMEM E MULHER FOI DE DEUS (Gênesis 1.27): Deus criou o Homem e a Mulher conforme seus propósitos pessoais (Gn 1.27), demonstrando seu amor criativo e surpreendente. Essa diversidade de gênero foi projetada para enriquecer a vida e evitar a monotonia de um mundo com um único sexo.


2 - O CASAMENTO ALIVIA A SOLIDÃO: Deus percebeu que não era bom que o Homem estivesse só e criou a Mulher como companheira adequada para ele, tanto espiritual, intelectual, emocional quanto fisicamente (Gn 2.18). O propósito do casamento é aliviar a solidão fundamental que todo ser humano experimenta. O casamento é uma instituição criada por Deus para aliviar a solidão do ser humano. A Bíblia nos ensina que Deus percebeu que não era bom que o Homem estivesse só, e por isso criou a Mulher como companheira adequada para ele. Essa parceria é completa, abrangendo aspectos espirituais, intelectuais, emocionais e físicos.

O propósito do casamento vai além da simples união de duas pessoas. Ele tem a função de suprir a solidão fundamental que todo ser humano experimenta em algum momento da vida. A presença de um parceiro amoroso e comprometido pode trazer consolo, companheirismo e apoio nos momentos difíceis, tornando a jornada da vida mais leve e significativa.

Portanto, o casamento é uma dádiva que visa proporcionar a cada cônjuge uma fonte de amor, cuidado e companheirismo, contribuindo para a redução da solidão e o fortalecimento mútuo. É um compromisso sagrado que, quando vivido com amor e respeito, pode trazer grande satisfação e plenitude para ambos os parceiros.

3 - O CASAMENTO PROPORCIONA FELICIDADE: Adão, ao encontrar Eva, expressou alegria e surpresa, reconhecendo-a como complemento perfeito para ele (Gn 2.23). O casamento foi destinado a trazer alegria e felicidade, um design que permanece inalterado. Este encontro de Adão e Eva simboliza a união e a complementaridade entre homem e mulher, uma parceria que visa à felicidade mútua e ao crescimento conjunto. A alegria de encontrarem-se um ao outro mostra a importância de compartilhar a vida com alguém que nos completa e nos faz mais felizes. Assim, o casamento continua a ser um símbolo de amor, companheirismo e alegria, mantendo-se como um dos pilares da sociedade e da realização pessoal. FELICIDADE E NÃO TRISTEZA E disse Adão: Esta é agora osso dos meus ossos e carne da minha carne; esta será chamada varoa, porquanto do varão foi tomada (Gn 2.23).

Ao primeiro encontro com Eva, Adão deve ter se expressado com grande surpresa e alegria. Ah! Finalmente tenho alguém semelhante a mim! E palpando-a concluiu é “osso dos meus ossos e carne da minha carne”. E certamente ele fez uma declaração de amor com estas palavras: encontrei finalmente aquela, que pode completar-me que enche a minha solidão, que me será tão cara quanto a minha própria carne. Ela é linda! E perfeitamente adequada para mim. “É tudo que preciso”.

O casamento foi destinado a proporcionar-mos alegria, felicidade, e o designo de Deus nunca mudou.

4 - O CASAMENTO REQUER PRIORIDADE: O vínculo matrimonial requer o abandono de todos os outros relacionamentos, tornando o casamento a prioridade máxima na vida do casal - (Gênesis 2.24).

Nada deve ser mais importante do que o compromisso um com o outro, seja profissão, dinheiro, amigos, ou qualquer outra coisa. O casamento deve ser honrado e priorizado acima de tudo (1Co 7:3, 33).

O homem deve cumprir o seu dever como marido, e a mulher também deve cumprir o seu dever como esposa”. (1Co 7:3 “NTLH”), “mas um homem casado não pode fazer isso tão bem; ele precisar pensar em suar responsabilidades aqui na terra e em como agradar a esposa” (1Co 7:33 “BV”). A profissão, o dinheiro os velhos amigos, o esporte, a televisão, os pais, enfim, nada deve ser mais importante do que seu casamento.


VI-TIPOS DE CASAMENTOS

A - CASAMENTOS MORTOS: São aqueles em que ambos os cônjuges estão legalmente casados e vivem sob o mesmo teto, mas não compartilham uma vida em comum. Esses casais estão emocional, física, intelectual e espiritualmente distantes, como ilustrado na seguinte carta:

"Todos os casamentos perdem a graça depois de 25 anos? Isso acontece conosco. Meu marido e eu não temos muito sobre o que conversar. Costumávamos falar sobre nossos filhos, mas eles agora cresceram e foram embora e ficamos sem assunto. Não tenho grandes queixas, mas o antigo entusiasmo se foi. Assistimos muito à televisão e lemos, temos amigos, mas quando ficamos sozinhos, a monotonia se instala. Nós até dormimos em quartos separados agora."

Embora esses casamentos possam parecer sem esperança, eles podem ser ressuscitados.

B - CASAMENTOS EM CRISE: Nesses casamentos, não há mais respeito mútuo e a comunicação é praticamente inexistente. Os conflitos são constantes e não resolvidos, acumulando-se ao longo do tempo. Embora conflitos sejam inevitáveis em qualquer relacionamento, quando não são resolvidos com amor e prontamente, podem se tornar graves problemas. Para esses casamentos, a prescrição eficaz está contida nestas três frases: "Estou errado(a), por favor, me perdoe, amo você!" (Efésios 4.23, 26; Colossenses 3.13-14). Essas atitudes são essenciais para restaurar a comunicação, o respeito e o amor no casamento, fortalecendo os vínculos de união e perdão mútuo.

C - CASAMENTOS INFIEIS: São aqueles em que um ou ambos os cônjuges têm um relacionamento extraconjugal, mesmo vivendo juntos. Geralmente, isso ocorre quando as necessidades básicas do casamento, como carinho, atenção, comunicação e amor, não são atendidas pelo parceiro. Surge então o "mito da grama verde", em que um dos cônjuges começa a enxergar apenas as qualidades do outro parceiro, iludindo-se de que a felicidade está em outro lugar. No entanto, o livro de Provérbios nos aconselha a afastar-nos do adultério, pois ele traz destruição sexual, espiritual e social (Provérbios 5.15). Devemos valorizar nossa própria fonte de amor e fidelidade.

D - CASAMENTOS FELIZES: Embora não exista um casamento perfeito, pois não há pessoas perfeitas, é possível alcançar um casamento feliz. Isso requer um objetivo realista de aprender a desenvolver um relacionamento positivo e amoroso duradouro. Os casais felizes estão dispostos a se esforçar deliberada e inteligentemente para cultivar a intimidade e manter o amor ao longo da vida, mesmo diante das imperfeições e desafios do relacionamento.

Concluindo este estudo, é evidente que todo casamento requer uma manifestação diária de carinho, atenção, comunicação e amor. A chave para um casamento duradouro e feliz está em descobrir e suprir as necessidades do cônjuge. Que esta reflexão não apenas ajude a manter seu casamento, mas também fortaleça a união entre você e seu cônjuge, tornando-a mais bela a cada dia que passa. Que o amor e o cuidado mútuos sejam a base sólida sobre a qual vocês constroem sua vida juntos.

 

CONDUTA CRISTÃ Nona Parte

Tema: NÃO DEIXE O PECADO TOMAR DOMINO SOBRE VOS.

O QUE É PECADO?

É a falta de conformidade com a lei de Deus, seja em estado, disposição ou conduta. A Bíblia utiliza vários termos para indicar isso. A Bíblia utiliza diferentes termos, como pecado {Sl 51.2; Rm 6.2}, transgressão {Hb 2.2}, Quebra de lei {Sl 51.1; Hb 2.2}, pecado {Sl 51.2; Mt 7.23}, ato malévolo, maldade, atitude maligna {Pv 17.11; Rm 1.29}, desvio moral {/ RA Pv 6.14; At 3.26}, desobediência, rebeldia {1Sm 15.23; Jr 14.7}, ilusão {Sf 1.9; 2Ts 2.10}, falta de justiça {Jr 22.13; Rm 1.18}, equívoco, falha {Sl 19.12; Rm 1.27}, falta de piedade {Pv 8.7; Rm 1.18}, desejo desenfreado { RA Is 57.5; 1Jo 2.16}, corrupção moral, degeneração {RA Ez 16.27,43,58}. O pecado afeta toda a humanidade, desde Adão e Eva (Gn 3; Rm 5.12). A consequência do pecado é a morte física, espiritual e eterna (Rm 6.23). Aqueles que se aproximam de Cristo, o Salvador, escapam da morte espiritual e eterna (Rm 3.21-8.39). A incredulidade é o pecado sem perdão (Mt 12.31-32). (BÍBLIA3.0, 2001).

O comentarista da bíblia de estudo Pentecostal STAMPS, (1995, p. 491) disse que O Novo Testamento utiliza várias palavras em grego para descrever o pecado em suas diversas facetas.

As mais importantes são: (a) Hamartia, que quer dizer "cometer um erro", "praticar o mal", "pecar contra Deus (Jo 9.41). (b) Adikia é também o pecado como um poder que atua sobre a pessoa, escravizando-a e enganando-a. (1.18; 1 Jo 5.17). (b) Adikia é também o pecado como poder, agindo na pessoa, para escravizar e enganar (5.12; Hb 3.13). (c) Anomia, que denota a "ilegalidade", a "iniquidade" e a "rebeldia contra a Lei de Deus" (v. 19; 1 Jo 3.4). (d) Apistia é um termo que denota "descrença" ou "falta de fidelidade". (3.3; Hb 3.12).

Hamartia, um termo grego que significa "transgredir", "praticar o mal" ou "pecar contra Deus" (João 9.41), é um conceito que tem sido discutido ao longo da história. Na tragédia grega, a hamartia refere-se ao erro trágico cometido pelo protagonista, que leva à sua queda ou destruição. Este conceito tem sido amplamente explorado na literatura e na filosofia, levando a reflexões sobre a natureza humana e a moralidade. A hamartia serve como um lembrete da fragilidade humana e da necessidade de autoconhecimento e responsabilidade moral.

Adikia, que significa "iniquidade", "maldade" ou "injustiça", é um termo grego que aparece na Bíblia, mais especificamente em 1.18 e 1 João 5.17. Este termo refere-se a ações ou comportamentos que vão contra a justiça, a equidade e a retidão. Na sua essência, adikia representa tudo o que é contrário aos princípios morais e éticos, sendo considerado como um pecado ou transgressão perante Deus. É importante combater a adikia e promover a justiça e a bondade, para que a sociedade possa viver em harmonia e paz.

Adikia é, também, o pecado como poder, agindo na pessoa, para escravizar e enganar (5.12; Hb 3.13). Isso significa que o pecado não é apenas uma ação isolada, mas sim um poder que influencia e controla a vida das pessoas. Ele tem o poder de escravizar e enganar, levando as pessoas a cometerem atos que vão contra seus princípios e valores. É importante reconhecer esse poder do pecado e buscar maneiras de resistir a ele, a fim de vivermos de acordo com o que é correto e justo.

Anomia, que denota a "ilegalidade", a "iniquidade" e a "rebeldia contra a Lei de Deus" (v. 19; 1 Jo 3.4), é um termo que descreve a falta de conformidade com as leis divinas e a desobediência aos mandamentos de Deus. A anomia representa uma atitude de desrespeito e rebelião contra a ordem estabelecida por Deus, resultando em comportamentos contrários à vontade divina. Aqueles que vivem na anomia estão em oposição à justiça e à retidão, colocando-se em um estado de transgressão e desobediência. Este conceito nos lembra da importância de viver em conformidade com os princípios divinos e da necessidade de buscar a orientação e a graça de Deus para viver uma vida de obediência e retidão.

Apistia, que indica "incredulidade" ou "infidelidade", é um termo que pode ser encontrado na Bíblia, mais especificamente em Hebreus 3:12, onde é mencionado como um alerta para aqueles que podem se desviar da fé. A apistia pode ser entendida como a falta de fé ou confiança em Deus, resultando em infidelidade para com Ele. É importante reconhecer a gravidade desse estado e buscar a restauração da fé, a fim de viver em comunhão e fidelidade com Deus.

1 PECADO DO CORPO

Romanos 6.12-13NTLH: "Assim, [ISTO É, Conclusão] não permitam que o pecado domine o corpo mortal de vocês e os levem a obedecer aos desejos pecaminosos da natureza humana". (NTLH, 2005)

Verso (13) "E também não entreguem nenhuma parte do corpo de vocês ao pecado, para que ele a utilize para praticar o mal. [...]". NA Versão (BM) "O pecado não pode mais ditar as regras da vida de vocês. Afinal, vocês não estão mais vivendo sob a velha tirania: estão vivendo na liberdade de Deus", (Peterson, 2016).

Na bíblia (TEB) no rodapé do comentário no verso (12) ele disse: ”É um imperativo: não um a aspiração, mas um a exigência.” (Autores, 1994).

Na bíblia católica no rodapé José Raimundo Vidigal comentando o verso 15 ele disse: “a graça não dá licença para pecar; ao contrário, capacita para submeter o pecado. (ALONSO, 1996, p. 471) O próprio católico entende que não devemos dá lugar a pecado.  (Autores, 1994).

A bíblia de Estudo da Reforma relatou Lutero no comentando do verso (15) ele disse: “onde não existe a lei de Deus, a razão humana em sua totalidade é tão cega que não é capaz de reconhecer o pecado.“ (Lutero, 2016).

Na bíblia (TEB) no rodapé comentando o verso (13) disse: “Enquanto o corpo mortal não tiver revestido a imortalidade (cf. 1Co 15.54), o cristão conserva um a tendência ao pecado (cf. Gl 5.14-16); mas. pela graça de Cristo, ele pode doravante triunfar dela”. (Autores, 1994). E STAMPS, (1995, p. 492) diz: “Pelo fato de o pecado ter sido destronado, devemos resistir continuamente ao seu assédio para reconquistar o seu antigo controle. Sabendo que o pecado procura reinar, mormente através dos desejos da carne”. quando Paulo Expressa “Considerai-vos monos para o pecado" significa que devemos considerar nossa natureza antiga e pecaminosa como morta e indiferente ao pecado. (Bíblia Ap.Pessoal, 2010, p. 1562).

Como relator Shedd: "Esta passagem faz uma analogia entre a redenção e o mercado de escravos tão comum nos tempos do Novo Testamento. O escravo está obrigado a servir o seu mestre até à morte. Uma vez falecido, o dono já não tem mais controle sobre ele. É igual com o cristão. O seu velho dono, o pecado, não tem mais direito sobre ele uma vez que já morreu com Cristo (vv. 3, 4)." (Shedd, 1998).

Então! Temos que banir todas às praticas do pecado mencionado no inicio (O QUE É PECADO).

A lei não é má, ele nos mostra o pecado. Como Relata na Bíblia Aplicação Pessoal “A lei não justificava nem ajudava a vencer o pecado.” (Bíblia Ap.Pessoal, 2010, p. 1562), e disse MACARTHUR, (2010) verso 12 do capítulo 6 de Romano: “O fato de a lei revelar, excitar e condenar o pecado, trazendo a morte ao pecador, não significa que a lei é má (cf. v. 7). Ao contrário, a lei é um reflexo perfeito do caráter santo de Deus”. E com Cristo “Com Cristo, Ele é o nosso Mestre e nos capacita a praticar o bem, não o mal..” (Bíblia Ap.Pessoal, 1994, p. 1562).

Bibliografia

ALONSO, S. L. (1996). Bíbliado Peregrino. (J. R. Vidigal, Trad.) São Paulo: Paulina.

AUTORES, D. (2010). Comentário do Novo Testamento - Aplicação Pessoal (2ª ed., Vol. II). (D. Riba, Trad.) Rio de Janeiro: CPAD.

AUTORES, V. (1994). BÍBLIA Tradução Ecumênica. SÃO PAULO: LOYOLA.

BÍBLIA3.0. (2001). Bíblia Online 3.0. SP: SBB.

LUTERO, B. S. (2016). bíblia com reflexões de Lutero. SP: SBB.

MACARTHUR, J. (2010). Bíblia de Estudo MacArthur. SP: Sociedade Bíblica do Brasil.

NTLH. (2005). Bíblia de Estudo. SP: Sociedade Bíblica do Brasil .

PETERSON, E. H. (2016). Bíblia A Mensagem - em Linguagem Contemporânea . São Paulo.: Editora Vida.

SHEDD, R. P. (1998). Bíblia de Estudo Shedd. BARUERI - SP: SBB.

STAMPS, D. C. (1995). Comentarista de notas da Biblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD.

 

A CONDUTA CRISTÃ 1ª PARTE

Tema: As Características de um crente verdadeiro.

 

TEXTO: Levítico 11.44

 Porque eu sou o SENHOR, vosso Deus; portanto, vós vos santificareis e sereis santos, porque eu sou santo ...;  Tiago 1.27: “A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e guardar-se da corrupção do mundo”.

 

Introdução:

O que Significa Santifica. “Hb qadash “

Consagrar, preparar, dedicar, ser consagrado, ser santo, ser separado.

 

  Purificado o corpo alma e espírito. 2º Coríntios 7.1: Ora, amados, pois que temos tais promessas, purifiquemo-nos de toda imundícia da carne e do espírito, aperfeiçoando a santificação no temor de Deus. Isto é. Vivamos uma vida completamente dedicada a ele. “Blh”

   Santificando toda a nossa maneira de viver 1º Pedro 1.15 ao 16; “Mas, como é santo aquele que vos chamou sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver, “procedimento” porquanto escrito está: Sede santos, porque eu sou santo”;  1º Tessalonicenses 4.1:  Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação: que vos abstenhais da prostituição, que cada um de vós saiba possuir o seu vaso em santificação e honra. Deus não nos chamou para vivermos na imoralidade, mas para sermos completamente dedicados a ele. 8  Portanto, quem rejeita esse ensinamento não está rejeitando um ser humano, mas a Deus, que dá a vocês o seu Espírito Santo. “NTLH”

    Santificando para não dá escândalo ao ministério. 2º Coríntios  6.3: “Não dando nós escândalo em coisa alguma, para que o nosso ministério não seja censurado.” 1º Timóteo 3.7: “Convém, também, que tenha bom testemunho dos que estão de fora, para que não caia em afronta e no laço do diabo”.

   Devemos ser inculpáveis, e se apresenta sem mancha. Filipenses 2.15: “Para que sejais irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio duma geração corrompida e perversa, entre a qual resplandeceis como astros (Estrela) no mundo.”;  para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível. Efésios 5.27: “Para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível”.

 Não agradar a nós mesmos, Romanos 15.1: Mas nós que somos fortes devemos suportar as fraquezas dos fracos e não agradar a nós mesmos. Na Bíblia linguagem de hoje diz: MESMO QUE acreditemos que não faz diferença para o Senhor se praticarmos essas coisas, ainda assim não podemos ir adiante e praticá-las para  agradarmos a nós próprios; é preciso carregar o "fardo" de termos consideração para com as dúvidas e temores de outras pessoas - daqueles que sentem que essas coisas estão erradas. Agrademos ao outro, e não a nós próprios, e façamos aquilo que é para o seu bem e assim o edificaremos no Senhor.  

Devemos anda em novidade de vida, Romanos 6.4: ...De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo ressuscitou dos mortos pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida. 

Romanos 6.1 ao 2: Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado, para que a graça seja mais abundante?  De modo nenhum! Nós que estamos mortos para o pecado, como viveremos ainda nele? Veja ainda Rm 6.14-23: - Nunca mais o pecado precisa voltar a ser-lhes senhor, pois agora vocês não estão mais amarrados à lei com que o pecado os escraviza, mas livres sob a compaixão e misericórdia de Deus. - Isto significa que agora nós podemos ir avante e pecar sem nos incomodarmos com o pecado? (Pois nossa salvação não depende de guardar a lei, mas de receber a graça divina!) Naturalmente que não! - Será que vocês não compreendem que podem escolher seu próprio senhor? Podem escolher o pecado (com a morte) ou então a obediência (com a absolvição). Aquele a quem você mesmo se oferecer, este o tomará, será o seu senhor e você será escravo dele. - Graças a Deus que vocês, embora antigamente tivessem escolhido ser escravos do pecado, agora obedeceram de todo o coração ao ensino que Deus lhes entregou. - E agora estão livres do velho senhor, o pecado; e tornaram-se escravos do novo senhor, a justiça. - Falo desta maneira, utilizando-me da ilustração de escravos e senhores, porque é fácil de compreender: tal como vocês costumavam ser escravos de todos os tipos de pecado, assim também agora é preciso que vocês se deixem escravizar por tudo quanto é justo e santo. - Naqueles dias, quando vocês ainda eram escravos do pecado, não se importavam muito com aquilo que é bom. - E qual foi o resultado? Evidentemente não foi nada bom, visto que agora vocês se envergonham até mesmo em pensar naquelas coisas que costumavam fazer, pois todas elas terminam em perdição eterna. - Agora, no entanto, estão livres do poder do pecado e são escravos de Deus. E entre os benefícios que Ele dispensa a vocês, estão a santidade e a vida eterna. – O salário do pecado é a morte, mas a dádiva gratuita de Deus é a vida eterna por meio de Jesus Cristo, nosso Senhor.

   7º Sempre devemos portar dignamente conforme o evangelho de Cristo. Filipenses 1.27: O que é mais importante deveis portar-vos dignamente conforme o evangelho de Cristo. Então, quer vá e vos veja, quer esteja ausente, ouça acerca de vós que estais firmes em um mesmo espírito, combatendo juntamente com o mesmo ânimo pela fé do evangelho. Veja o que Paulo falou ainda o que eles estavam fazendo; Já disse isto muitas vezes e agora repito, chorando: existem muitos que, pela sua maneira de viver, se tornam inimigos da mensagem da morte de Cristo na cruz.Eles vão para a destruição no inferno porque o deus deles são os desejos do corpo. Eles têm orgulho daquilo que devia ser uma vergonha para eles e pensam somente nas coisas que são deste mundo. Mas nós somos cidadãos do céu e estamos esperando ansiosamente o nosso Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que virá de lá. (Fp 3.18-20)

 Não andem, mais com o povo deste mundo Ef 4.17  E digo isto e testifico no Senhor, para que não andeis mais como andam também os outros gentios, na vaidade do seu sentido; 1º João 1.6 Se dissermos que temos comunhão com ele e andarmos em trevas, mentimos e não praticamos a verdade.

  Não deixe o nome de Deus ser blasfemado Romanos 2.29  Porque, como está escrito, o nome de Deus é blasfemado entre os gentios por causa de vós. Hoje os Incrédulos estão  imitando os crentes, porque muitos estão andado como eles. A bíblia 2º Coríntios  6.15 ao 17. relata: E que concórdia há entre Cristo e Belial? (Diabo)  Ou que parte tem o fiel com o infiel? ( Descrentes) E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos? Porque vós sois o templo do Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo. Pelo que saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; e não toqueis nada imundo, e eu vos receberei; 2º Coríntios: “Meus queridos amigos, todas essas promessas são para nós. Por isso purifiquemos a nós mesmos de tudo o que torna impuro o nosso corpo e a nossa alma. E, temendo a Deus, vivamos uma vida completamente dedicada a ele”.

 CONCLUSÃO: 

Pai, estou lutando contra a escuridão que existe dentro de mim, estou combatendo os pensamentos negativos. Recebe-me como sou, vou esforçar-me para mudar. Preciso ouvir a tua voz a dizer "vem como estás". Aceita-me, oh meu pai.

CONDUTA CRISTÃ 2º PARTE

Tema: característica do crente que vai para o céu 2ª parte

Texto: Salmo 24.3Quem subirá ao monte do SENHOR ou quem estará no seu lugar santo?”

Introdução: Romanos 2:1  Meu amigo, não importa quem você seja, você não tem desculpa quando julga os outros. Pois, quando você os julga, mas faz as mesmas coisas que eles fazem, você está condenando a você mesmo.

I)         Que não seguem o exemplo dos que não querem saber de Deus Salmo 1.1-2[1]Felizes são aqueles que não se deixam levar pelos conselhos dos maus, que não seguem o exemplo dos que não querem saber de Deus e que não se juntam com os que zombam de tudo o que é sagrado! V2  Pelo contrário, o prazer deles está na lei do SENHOR, e nessa lei eles meditam dia e noite”.

II)       Guarda os pés ao entra na casa do Senhor  Eclesiastes 5:1 Guarda o teu pé, quando entrares na Casa de Deus; e inclina-te mais a ouvir do que a oferecer sacrifícios de tolos, pois não sabem que fazem mal

 

– Minha casa é casa de oração, Mateus 21:13  E disse-lhes: Está escrito: A minha casa será chamada casa de oração. Mas vós a tendes convertido em covil de ladrões”.


·        Casa de show;

·        Casa de encontros;

·        Casa de cassino;

·        Casa de Teatro;

·        Casa de astros;

·        Casa da sorte.


– Deus, merece respeito Malaquias 1:6[2]O SENHOR Todo-Poderoso diz aos sacerdotes: —O filho respeita o pai, e o escravo respeita o seu senhor. Se eu sou o pai de vocês, por que é que vocês não me respeitam? Se eu sou o seu senhor, por que não me temem? Vocês me desprezam, mas mesmo assim perguntam: “Como foi que te desprezamos?”.

III)      Aquele que sabe governar bem sua casa 1 Timóteo 3:4 “ que governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com toda a modéstia”.

IV)     Cobre sua nudez Apocalipse 3:18  aconselho-te que de mim compres ouro provado no fogo, para que te enriqueças, e vestes brancas, para que te vistas, e não apareça a vergonha da tua nudez; e que unjas os olhos com colírio, para que vejas.”

Portanto, deixem todo costume imoral e toda má conduta. Aceitem com humildade a mensagem que Deus planta no coração de vocês, a qual pode salvá-los.” (Tg 1:21).

Quero também que as mulheres sejam sensatas e usem roupas decentes e simples...” (1 Tm 2:9); "A mulher graciosa guarda a honra como os violentos guardam as riquezas” (Pv 11:16). O que significa guardar a honra? É se valorizar

 mas, se tardar, para que saibas como convém andar na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, a coluna e firmeza da verdade .” (1 Tm 3:15);

1 Coríntios 6:13 NTLH “Outro vai dizer: “O alimento existe para o estômago, e o estômago existe para o alimento.” Sim, mas Deus acabará com os dois. O nosso corpo não existe para praticar a imoralidade, mas para servir o Senhor; e o Senhor cuida do nosso corpo.”

Mas, se alguém quer discutir sobre esse assunto, o que eu posso dizer é que nem nós nem as igrejas de Deus temos outro costume nas reuniões de adoração (1 Co 11:16).. Portanto, quer comais quer bebais, ou façais, qualquer outra coisa, fazei tudo para glória de Deus" (1 Co 10:31).

V)      Aquele que não leva o irmão a pegar Romanos 14:13 “ Por isso paremos de criticar uns aos outros. Pelo contrário, cada um de vocês resolva não fazer nada que leve o seu irmão a tropeçar ou cair em pecado”. Miquéias 2:1 diz: “Ai daqueles que, no seu leito, imaginam a iniquidade e maquinam o mal! ...”. 



[1] NTLH

[2][2] NTLH